Tuesday, 15 April 2014

Lembrei-me agora que queria falar sobre isto. talvez alguém por aqui me consiga elucidar.
Eu sou mulher, é certo ( não tenho duvidas, juro!) eheheh...mas as mulheres têm coisas que eu não entendo. Alguém me explica, porque é que há algum tempo atrás, elas usavam pestanas postiças, querendo fazer crer que eram verdadeiras e agora usam máscaras (rimmel) nas pestanas verdadeiras com efeito de pestanas falsas?
Estou confusa...há coisas que me dão vontade de ser gajo... 



E se...?


"E" e "Se" são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloca-as juntas lado a lado, e elas têm o poder de te assombrar pelo resto da tua vida. "E se".. E se? E se?



Saturday, 5 April 2014

Delícia, delícia. Assim você me...engorda :)

Merengue de frutos silvestres. 
Há coisas muito boas neste mundo!


Wednesday, 26 March 2014

“Como provar aos homens o quanto estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, quando eles nem mesmo sabem que envelhecem justamente, quando deixam de se apaixonar?!”
―Gabriel García Marquez



Tuesday, 18 March 2014

Livros



É a democratização da cultura. Escrevem-se livros.
Quase toda a gente escreve um livro. 
100 páginas quando muito e já está. Sem sumo, mau português. 
A maioria são poemas ou estórias que não acrescentam nada à vida de quem os lê. São assim os democratas da cultura. 
Mulheres que se dizem poetas, homens que se auto proclamam de poetisas...absurdo? Já o li, escrito por gente que assina livros!! Todos autores, escritores da sua vaidadezinha pessoal irritante. 
E depois há os outros. Os que não querem atirar com nada para as editoras antes da certeza, ou pelo menos a convicção de que vai valer a pena. Não para o autor mas para o leitor. Porque quem tem que ganhar com um livro é o leitor. 
Se eu não for capaz de transportar quem me lê para dentro da estória ou da história; se eu não for capaz de o fazer sentir a brisa marítima, enquanto ela o espera no cais; se eu não lhe puder levar o perfume das açucenas; se o meu drama, romance, comédia, tragédia, não invadir o espaço em que aquele livro se abriu; se eu não provocar um soluço, um arrepio, uma gargalhada, o medo a invadir os ossos de quem se retesou na cadeira e virou a página com o coração aos pulos...então porquê escrever, apresentar...vender...tentar ser algo que não sou, porquê escrever?
 Escrever realmente não obedece a democratizações. Quem o faz bem, não precisa delas para nada e quem o não sabe fazer, deve dedicar-se a outra coisa qualquer.



Wednesday, 12 March 2014

Não fujas ainda. Deixa que o nosso ardor prossiga, que os teus passos rematem os meus em movimentos cada vez mais féericos. Chegará o momento (é sempre assim, nos sonhos) em que as ervas, que pisamos, se enrolarão às nossas pernas, impondo-nos a pausa circunspecta que nos obrigará, de novo, a respirar.



Tuesday, 11 March 2014

O Sexo e o Poder

"Tudo na vida tem a ver com sexo. Menos o sexo. O sexo tem a ver com Poder."
(in House Of Cards)


Monday, 10 March 2014

Scorpions, despedem-se de Espanha com a bandeira portuguesa. Amazing!




Friday, 7 March 2014

João Chaves,a voz do Oceano Pacífico da RFM, comigo na Mais Oeste Rádio, a apresentar o Luas & Marés desta quinta-feira.



Amo o Rui Veloso. Amo-o com um amor antigo e intenso. Lembro-me de escutar o “Anel de Rubi” madrugadas adentro, na companhia de amigos e de lhe ter feito uma nova letra que foi a primeira que cantarolei para um público de meia dúzia de adolescentes.
Foi também ao som desta música que dei o primeiro beijo. Nessa altura fui vê-lo a Coimbra e também pela primeira vez senti o que é não conseguirmos fugir ao arrebatamento e ao deslumbre. As músicas do Veloso, foram-me acompanhando ao longo da vida e estiveram presentes em muitos momentos cruciais , como os que me mostraram que na verdade muitas vezes não há mesmo estrelas no céu, ainda que acreditemos ter todo o tempo do mundo para as ver.
Aos 15, 16,17 anos não há rapariga que não sonhe com o seu cavaleiro andante e não foram poucas as vezes que a voz do Veloso me acompanhou nas horas de desatino e dor após o fim de um namorico. “Não, nunca me esqueci de ti”, era um pensamento meu que na voz dele fazia ainda mais sentido. E hoje o Veloso continua a fazer todo o sentido. Não porque ache que já não há canções de amor, mas porque acredito que muitas vezes e cada vez mais, as pessoas invocam o amor em vão. E no final, ou mudamos de postura e aplicamos as regras da sensatez ou seremos obrigados a aceitar que estarmos assim na vida é basicamente o mesmo que estarmos no alterne. Vamos alternando as pessoas que passam por nós, dando assim largas ao nosso “lado lunar” esquecendo que seja a que preço for, vamos também amar. Nem que seja uma única vez na vida, nem que seja um qualquer Chico fininho ou camponesa, a quem juraremos o nosso amor e pediremos que não nos minta. Afinal, o amor e a morte são as duas únicas promessas que a vida nos faz. E o prometido é devido.


Friday, 21 February 2014

Ai,Jesus!!

Quanto mais a gente filosofamos, mais parvamos e idiotas ficamos =D


Friday, 7 February 2014

Está frio, imenso frio.
As nuvens escancararam-se e chove.
O vento consegue penetrar nas paredes e entrar-me no corpo, aqui, nesta sala desassossegada pelas gotas de chuva a bater nas vidraças.
As vergastadas do mau tempo atingem também o meu estado de espírito.
Está frio, aqui.
Há dias em que está frio lá fora e aqui está-se bem.
Hoje não.


Sou uma rapariga às "direitas"



Digam o que disserem a "esquerda" faz-me impressão. causa-me uma atrofia mental qualquer que me impede até de perceber o conceito, a origem, o embrião da coisa.( sim, já sei que o termo surgiu durante a Revolução Francesa, em referência à disposição dos assentos no parlamento; o grupo que ocupava os assentos da esquerda apoiavam as mudanças radicais da Revolução). Segundo a wikipédia (fui lá espreitar)"na Ciência Política, a esquerda é considerada a posição que geralmente implica o apoio a uma mudança do enfoque social, do governo em exercício, com o intuito de criar uma sociedade mais igualitária".Diz ainda " O termo "esquerda" passou a definir vários movimentos revolucionários na Europa, especialmente socialistas, anarquistas e comunistas". Se já estava mau, fala-se em anarquistas e piorou. Sociedade igualitária é uma ova, uma treta, pior do que uma utopia é uma distopia. Em vez de um sonho que não se torna realidade seria um pesadelo, a descida do inferno à terra. Nascemos diferentes. Todos temos ideais diferentes, lutamos em batalhas diferentes, temos diferentes aptidões, vontades diferentes, então que raio de necessidade é esta da igualdade? Defender igualdade na oportunidade não é o mesmo que defender a igualdade no resultado. Eu acredito na 1ª, não acredito na 2ª. A cada um de nós cabe o esforço por ir mais além, por se chegar onde se quer, por se ganhar o que é merecido. MERECIDO! Esta ideologia de esquerda alicia os incompetentes e incentiva os preguiçosos. Desmotiva e arrasa qualquer um que se empenhe, que se esforce, que produza.
A igualdade (neste contexto) é o descaminho da justiça. O inferno é de esquerda, (sim, quem vai para o inferno vai para a esquerda do Pai, já quem vai para o céu...pois...vai para a direita) Quando alguém é completamente idiota dizemos que é um zero à esquerda...Até no candonblé (coisa de gente desocupada) os exus (entidades de níveis inferiores) são de esquerda...Com tudo isto, porque é que na politica o que é de esquerda podia ser bom se em tudo o resto é mau?
Está provado que a esquerda é perniciosa. Se não acreditam vejam as fotos do Che. Eu que sou uma rapariga às direitas e gosto de ver beleza, harmonia e suavidade nas coisas (algumas coisas)fico animadita quando olho para o Che antes da sua chegada ao comunismo e muito triste quando olho para ele no após integração comuna. A esquerda é mesmo uma coisa lixada, pois.


Wednesday, 5 February 2014

"Um dia de monja,um dia de puta, um dia de Joplin,um dia de Teresa de Calcutá, um dia de merda."

Monday, 3 February 2014



Éláaaa...não sei se me candidato...

Candidato, não me candidato, candidato, não me candidato,candidato, não me candidato...candidato...não me candidato!


Monday, 27 January 2014

Auschwitz

O Holocausto de que Auschwitz ficou como símbolo maior, é algo que ainda hoje consegue espantar-nos pelos caminhos a que podem levar o fanatismo ideológico. 
Como não deixa de surpreender que também hoje, perante a monstruosidade repulsiva do Holocausto, haja ainda quem o negue (decerto para que ele volte a acontecer),- como gostariam de o ver de regresso com a destruição de Israel -, nessa fantasia paranóica dos que, com o lenço “fatha” ao pescoço, lambem a propaganda do Hamas e a repetem da mesma forma que os velhos adoradores das SS gabavam nestes, a sincronia dos seus passos de ganso após atulharem as câmaras de gás com as descargas dos seus ódios aos judeus. 
Passaram então 69 anos. Que nunca mais se repita.


Saturday, 25 January 2014

Fazer aos outros o que não gostamos que nos façam a nós: É da PRAXE!

Há uma lista imensa de coisas que não são toleráveis numa sociedade que se diz minimamente civilizada e desenvolvida. Entre muitas outras, vem-me assim à cabeça, conduzir com excesso de álcool, destruir propriedade alheia, defender e/ou praticar a violência doméstica e PRAXAR. Ontem, vinha no carro de Torres para Caldas, e ouvi, durante o percurso, um debate na Rádio Renascença sobre este ritual que marca o início da vida universitária para milhares de jovens. 
Sempre considerei as praxes tão perniciosas como qualquer outra forma de controlo e manipulação de uns sobre outros. Quase uma espécie de bullying consentido pelas vítimas e qualquer forma de bullying, deve ( a meu ver), não apenas ser combatido, mas exterminado, especialmente tratando-se deste bullying: praticado numa fase da vida juvenil, em que demonstrações de poder misturadas com violência gratuitas, não fazem qualquer sentido. 
Como tal, depois de ouvir os intervenientes deste debate na rádio, - entre eles o reitor da Universidade Católica- , afirmando que as praxes enquanto fomentadoras do bom enquadramento dos caloiros no novo meio escolar, devem continuar a existir, eu digo com toda a legitimidade que me assiste, que todas as praxes ,(nos moldes em que são feitas), deviam ser proibidas! Todas! Mesmo as mais inócuas, engraçadas, wathever, "consentidas" pelos caloiros. 
E se a minha opinião é esta porque tenho um filho a frequentar a universidade, e que, para meu alivio não aceitou ser praxado, - (graças a Deus), esteve-se “cagando” para a integração e boa harmonia entre ele e os colegas mais velhos- , também é verdade que penso desta maneira porque acredito que na verdade a maioria dos caloiros não "consente" nada, nem tão pouco lhes passa pela cabeça que o pode fazer. Os caloiros que muitas vezes aparecem nas grandes cidades para frequentar o ensino superior, são da província, (convém não esquecer) e para além de todo um novo meio escolar envolvente, deparam-se com uma nova cidade, distante do local onde deixaram familiares e amigos e sentem-se por isso, perdidos, de parte nenhuma, completamente “estrangeiros”, nesta nova etapa das suas vidas. 
É perfeitamente normal que o maior desejo que têm, seja precisamente o de se sentirem integrados, enturmados, fazendo parte de um grupo de quem esperam posterior camaradagem e protecção. Obviamente que não quero com isto dizer que todos os praxados são uns totós, uns nerds, completamente xoninhas e sem um pingo de personalidade. Agora, também não duvido, que muitos destes miúdos sejam de facto tudo isso e muito mais. Não duvido que muitos entrem no ensino superior exactamente com a mesma postura que levaram do secundário: submissos, habituados a apanhar e bem treinados no exercício de “lamber botas”. 
Mas tudo isso é irrelevante. Como é irrelevante que quem sofre de incontinência use ou não fraldas. Quem é incontinente, mija-se e pronto. Estar lá a fralda ou não estar, não muda nada.
 Da mesma maneira, querer realmente ser praxado ou aceitar sê-lo para não ser excluído, não altera o facto de que vai sofrer do mesmo rito humilhante. 
As praxes deviam ser encaradas pela Lei como aquilo que geralmente são: um “protocolo de boas-vindas” perfeitamente dispensável, cujo único objectivo é mostrar quem manda, quem está no topo da hierarquia estudantil. Mais: a praxe é obviamente acarinhada por quem – sem sombra de dúvida-sofre de distúrbios que põe em causa o caracter de quem as pratica e reveladora de uma maldade e psicopatia facilmente comprovada pelas actividades humilhantes, traumatizantes e muitas vezes dolorosas que neste contexto se vão aceitando e até aplaudindo. Nada mais estúpido. E triste. Nada mais triste do que, ansiando pela aceitação e sensação de pertença a um grupo, se entregue de bandeja, a dignidade, decência e até mais importante, a segurança psicológica e física. A recepção aos caloiros, quando feita dentro dos parâmetros normais, decorre, ou deve decorrer com algum tempo dedicado à integração, tempo esse que até pode incluir algumas brincadeiras, desde que elas não firam o senso comum que marca limites óbvios à falta de respeito, manifeste-se ele em forma de praxe ou outra qualquer.
O Código Penal é muito claro nesta matéria, quando rotula de crime este tipo de actividade. É infelizmente menos claro, quando tem lacunas graves quanto à sua aplicação. E a razão é simples. Nestes casos é praticamente impossível punir os responsáveis pelas praxes devido ao “consentimento” dos praxados. 
Enquanto isto, ignora-se que consentimento aqui é utopia, se tivermos em conta que, para a maioria dos caloiros há coerção, coacção, chantagem e sei lá mais o quê. Claro que há outras causas que levam alguém a ser praxado: Baixa auto-estima,falta de “tomatinhos no sítio” para dizer NÃO, inconsciência ou até mesmo ingenuidade. 
E é por tudo isto que, mais importante que legislar sobre o sexo dos anjos, como comummente se faz neste país, devia legislar-se sobre as praxes, limitar os parâmetros em que elas podem ser feitas, determinar inequivocamente essa questão do consentimento e responsabilizar as universidades pelas mesmas, quer elas se façam no próprio espaço ou fora dele. 
Que ao menos se aproveite a tragédia do Meco para criar, quiçá, uma task force que inclua polícia, MP, psicólogos e o caralhinho mais que for preciso, para, não só acagaçar quem tem prazer em acagaçar os outros, como também garantir o conhecimento da nova lei por parte das bestas e das suas potenciais vítimas, e consequente entrega dessas mesmas bestas à Justiça. 
Ontem depois do tal debate, fiquei porém com uma certeza: Toda esta questão que envolve as praxes vai acabar por morrer na praia. No que toca às 6 mortes do meco, cada um dos intervenientes diz, contradiz-se, cala-se e, basicamente faz o que quer para safar o coiro. A verdade do que aconteceu tornar-se-á secundária. 
Os pais dos miúdos, quebrados pela dor, vão acabar por ceder, ou tornar-se numa espécie de "mães do rui pedro", de quem todos têm pena mas cuja fé não partilham. 
E se nem a morte destes jovens (os do meco e outros que perderam a vida em consequência das praxes), nos faz mudar o que deve ser mudado, então, não há porque nos queixarmos que os jovens de hoje não têm limites, nem tão pouco haverá formação superior que valha a pena. 
O DR só é meritório e digno de respeito, se o nome que lhe sucede for o do baptismo e por este andar, os consultórios, gabinetes e outras salas de trabalho dos doutores do futuro, terão nas respectivas portas, placas que a mim (pessoalmente), não inspiram confiança. Sejam eles, Dr. Jaime Besta, Dr. Paulo Pulha, ou Dr.João Assassino.


Wednesday, 22 January 2014

Monday, 20 January 2014

Through the Wormhole

A ver a série documental Through the Wormhole narrada por um dos meus actores preferidos, Morgan Freeman. De vez em quando sinto os meus "tico e teco" a cambalear até caírem para o lado, mas vale a pena. Efectivamente, Deus preenche na perfeição a lacuna que existe no nosso conhecimento. 
Resta saber se quanto mais conhecemos mais nos afastamos Dele ou pelo contrário, mais nos aproximamos.Acredito que, conheça-se o que se conhecer,a existência de um Criador vai muito além de uma questão de conceitos ao mesmo tempo em que se resume a uma simples questão de nomes. Não ficarei espantada se um dia descobrirmos que andamos há milénios a rezar, a tentar das mais diversas formas uma conexão com o que é afinal um imenso emaranhado de equações matemáticas, quânticas, ou um complexo evento cósmico do qual resultaram as 4 forças que parecem comandar o universo ou, (como afirmam alguns homens da ciência) os multiversos. 
Seja qual for o resultado das próximas descobertas, de uma coisa também sei que ninguém me consegue convencer: que somos obra do acaso.
E porquê? Porque se é perfeito demais, não pode ser casual. E tudo o que nos rodeia, inclusive nós, com as nossas imperfeições, somos perfeitos demais.



Saturday, 18 January 2014

Acabei de ler hoje o livro de José Luis Peixoto que se chama "Livro". No caso de algum realizador sentir uma vontade incontrolável de adaptar este romance ao cinema, sugiro um nome igualmente fantástico: "Filme".



O amor é um animal selvagem que chega até nós em silêncio. Aloja-se em nós e ocupa cada ponto do nosso corpo, mais…toda a nossa vida. O seu poder é de contaminação total. O amor é esse conflito permanente: liberta e agarra, é doçura e amargura, refaz e desfaz, ressuscita e adormece, faz-nos sonhar e confronta-nos com a realidade pura e dura. Dá à luz. Mas também tem o poder de nos matar. No amor oscilamos entre tudo poder ser e nada poder ser, a impossibilidade de tudo. É isto o amor…é disto que é feita a vida

Friday, 17 January 2014

Ângela está numa relação e é Complicado.

Esperem um bocadinho. Vou só ali vomitar e já volto..



Thursday, 9 January 2014

Noticia de última hora:


José Sócrates não voltará a justificar as suas opções clubistas.

Decepcionado com os portugueses, devido ao impacto negativo que tiveram as suas declarações após a morte de Eusébio, José Sócrates garante que se Cristiano Ronaldo morrer primeiro do que ele, nunca explicará porque é que foi sempre do Sporting.
" Recusar-me-ei a contar ao povo português, as recordações que tenho daquele dia 31 de Fevereiro, um dia inesquecivel, em que vinha da escola, e decidi, graças a Cristiano Ronaldo, ser um adepto leal ao Sporting, para toda a minha vida".


Wednesday, 8 January 2014

"E no meio de um inverno eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível."
Albert Camus


Friday, 3 January 2014

Mango recusa-se a pagar indemnização por 1100 mortos no Bangladesh

Janeiro 2, 2014 - Análise, Internacional
Oito meses depois da tragédia que vitimou mais de 1100 trabalhadores precários que faziam roupa para multinacionais europeias e americanas no Bangladesh, foi criado um fundo de 40 milhões de dólares para compensar as famílias das vítimas. Várias das empresas que exploravam estes trabalhadores que recebiam até 38 euros por mês – Bonmarché, El Corte Inglés, Loblaw, Primark, concordaram em contribuir para o fundo. A Mango recusa-se a pagar, divulgou o New York Times.


A tragédia da Rana Plaza, em Savar, no Bangladesh, é apenas mais uma das horríveis faces do modelo de exploração máxima e precarização total do trabalho. Foi em Abril de 2013 que, mesmo com a ameaça clara de derrocada (havia uma racha aberta visível no edifício e houve avisos para que as pessoas não fossem trabalhar), os patrões locais das multinacionais estrangeiras apressaram quem trabalhava na gigante fábrica de roupas a entrar para cumprir os prazos das encomendas. Entre elas estavam encomendas de pólos e tshirts da Mango, entre várias outras empresas.

A tragédia constituiu mais um marco negro da história da super-exploração. Quem trabalhava na Rana Plaza ganhava tão pouco quanto 38 euros por mês, sem horários regulados e sob a pressão constante das encomendas. A escravatura é o modelo de trabalho das empresas que fazem a sua fortuna com a precariedade total.

O modelo económico destas empresas multinacionais baseia-se no corte de custos com as matérias primas, na desregulação do trabalho, na sua deslocalização para os locais com as piores condições sociais, laborais e ambientais possíveis, como é o caso do Bangladesh. E em nenhum caso as empresas se responsabilizam pelas consequências do que acontecer a quem vive nestes locais e trabalha para que os seus lucros sejam máximos. As vendas anuais da Mango são de 10 mil milhões de euros.

A Mango encontra-se em crescimento, e a sua estratégia foi cortar os seus preços para responder à recessão desde 2008. Fê-lo baixando os custos de mão-de-obra através de outsourcing e deslocalização da produção. A sua deslocalização para o Bangladesh fazia parte desta estratégia, e segundo os trabalhadores produziam-se já roupas da Mango em Rana Plaza.

A empresa espanhola afirma que estavam ainda em fase de testes e recusa-se portanto a contribuir para o fundo de apoio às famílias dos trabalhadores.

Rana Plaza é o mundo de sonho de todos aqueles que defendem a flexibilidade, a competitividade e a concorrência como forma de pôr todas as pessoas que trabalham no mundo a correr para o precipício. Rana Plaza é o desfecho da competição máxima. E muitas destas empresas lavam as suas mãos de pagar qualquer compensação, porque há milhares de outras Rana Plaza para onde deslocalizar-se, e centenas de milhões de outras pessoas para trabalhar a 38€/mês. Em Rana Plaza produzia-se roupa para a Benetton, a Bonmarché, a Cato Fashions, a The Children’s Place, El Corte Inglés, Joe Fresh, Mango, Matalan, Primark e Walmart.


Monday, 30 December 2013

2013, há-de ser um dia,o melhor ano das nossas vidas!

Proponho-vos o seguinte exercício: Agarrem num dos livros de crónicas do Miguel Esteves Cardoso que está por aí esquecido e abandonado na estante da sala. Sim, pode ser esse: "A Causa das Coisas", ou qualquer outro escrito nos anos 80. Sacudam-lhe o pó e abram numa página ao calhas. 
Se abriram numa página em que o autor fala sobre o culto das alcatifas ou sobre salgados que já não existem - como o Salgado Zenha - façam uma segunda tentativa. Sim, pode ser aí. 

Leiam com atenção o costume tuga que é impiedosamente escalpelizado. Vão reparar com uma certa consternação que o nosso Portugalzinho continua arrepiantemente igual. Não há nada a fazer. Para o bem e para o mal, quase 30 anos de integração europeia deixaram a nossa essência tuga absolutamente intacta. Podemos ter agora I-Pods, I-Pads e todo o tipo de I-parvoíces mas continuamos a ser os mesmos I-tugas que sempre fomos. Portugal está entranhado em nós e não há anti-nódoas que nos consiga remover de nós próprios.
Vejam, por exemplo, a página 207:
"...Faltava reparar na característica essencial do optimismo português: nomeadamente, que ele não visa nem o presente nem o futuro. Não. O optimismo português faz-se sentir exclusivamente em relação ao passado. É, numa palavra, retroactivo."

Todos nós o sabemos e sentimos: no fundo, acreditamos que o passado vá melhorar para todos nós. Cada dia que passa, o passado torna-se mais desejável. Lá, há um lugar para todos os portugueses. Nunca chove, nunca inflaciona, nunca falta alegria.

"...Há séculos que os portugueses se empenham em preparar e construir um Passado digno para os bisavós. É por isso que os profetas dos portugueses são os historiadores, e as utopias nacionais nada têm a ver com amanhãs - foram ontem. A lógica ancestral é a do "deixa passar". Logo que uma coisa passa para o passado, passa a ser a melhor de todas.
Isto deve-se ao jeito enorme que temos para esquecer as misérias. Um português que tenha passado a mocidade fechado numa jaula infecta a pão e água, acusado de crimes que não cometeu, lembra-se da experiência como mais ninguém neste mundo. Passados uns anos, dirá qualquer coisa como "Ah, eu nessa altura não tinha nada, mas era feliz. Tinha a minha salinha, o meu pãozinho, o meu cantarozinho de águinha fresquinha, e ninguém me chateava, a não ser quando era espancado regularmente por uns tipos porreirinhos que tudo faziam para que eu não me maçasse".

Tudo o que passou é bonito aos olhos portugueses e a língua reserva-lhe os mais ternos diminutivos. Quando alguém morre, por exemplo, torna-se universalmente amado e sobe aos topes que em vida nunca alcançou. Isto irrita alguns, sobretudo os vivos que teimam em ser amados antes do tempo certo (ou seja, enquanto ainda estão vivos).

"...Em 2003, 1983 será um dos melhores anos das nossas vidas, e 2003 será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto estamos felizes e bem servidos neste ano de 1984".
(MEC, in "A Causa das Coisas)

Em 2014, 2003 será um dos melhores anos das nossas vidas e 2014, será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto fomos felizes e bem servidos neste ano de 2013, e no ano logo a seguir sentiremos uma nostalgia ímpar e um brilhozinho nos olhos de cada vez que recordarmos a nossa felicidade tão perfeitamente vivida em 2014. Não duvidem. Em vez disso aproveitem e sejam mesmo muito felizes!



Sunday, 29 December 2013

Um Livro para ler em 2014:"A menina que roubava livros." de Markus Zusak. Já é um filme e a estória passa-se na Alemanha Nazi. E para 2014, vai comigo também uma certeza. Talvez a única. Um dia a história (a história mesmo e não a estória), há-de olhar para trás e louvar o que o Hitler fez de bom. Por exemplo, foi ele que matou o Hitler.



Saturday, 28 December 2013

E este ano a série que me fez esperar e desesperar por novos episódios foi esta: The Game Of Thrones. Tenho tantas saudades tuas,khaleesi! E gosto tanto do que tu escreves, George RR Martin!Temporada nova, aparece depressa por favor!





Friday, 27 December 2013

Dúvidas existenciais que não passam com chocolate e que levo para 2014:

Casa dos Segredos 1: Quem é que no seu perfeito juízo perde tempo a ver aquilo?
Casa dos Segredos 2: O horário para pornografia na televisão não devia limitar-se ao pós- midnight?
Saltos de 18 cm: Porque é que eu não consigo correr com eles? Correr?? Andar!...Andar já é utopia!
Escritores: Alguém que não consegue escrever uma frase com 10 palavras sem dar 20 erros pode escrever livros?
Atracção: é uma coisa que podemos sentir por outros e que os carros também têm?
Jet 7: Quem é a Paula Bobone e porque é que ela escreve livros sobre etiqueta?
Teorias da Conspiração: Porque é que os believers da "coisa" continuam a chamar-lhes "Teorias"?
Expressões: É suposto que as expressões" Vai-te fo**", "Andoriiii" e "Não és a última Coca-Cola do deserto" me causem tanta satisfação e pena em simultâneo?






Para ir a Óbidos ainda antes de 2014. Porque em lugares que temos no coração somos sempre felizes.

"Deixamos algo de nós para trás ao deixarmos um lugar. Permanecemos lá apesar de termos partido e há coisas de nós que só reencontramos lá voltando. Viajamos ao encontro de nós ao irmos a um lugar onde vivemos uma parte da nossa vida, por muito breve que tenha sido."

texto do filme | night train to lisbon



Thursday, 26 December 2013



Uma espécie de mantra para 2014:
Paciência...
Entender que tudo tem o seu tempo. que tudo vem a seu tempo. dar o tempo necessário. para crescer. para florescer. aceitar o ciclo da vida. respeitar o fluxo do tempo. observar o tempo passar. esperar o tempo certo. para plantar. para colher. para agir. para seguir. para aprender.

(Caio Fernando Abreu)


Thursday, 19 December 2013

Tuesday, 17 December 2013

Quem mais faz anos hoje para além de mim? Eles! Os Simpsons. 24 primaveras. Como os adoro, aqui ficam os meus parabéns. (devia de ser feriado hoje, não era?)



Monday, 16 December 2013

Arritmias



Advertência:(sugerida por Rafael Pinto Borges -para que não se leia a coisa)


Existe uma arritmia ténue

no coração de quem recusou

o amor de outrém, um coração
ténue que se sobrepõe ao que
já se tem.


(valter hugo mãe)


Thursday, 12 December 2013

to believe...

I´m no different.
i have to believe in a world outside my own mind. i have to believe that my actions still have meaning, even if i can't remember them. i have to believe that when my eyes are closed, the world's still there.
do i believe the world's still there? is it still out there?
... yeah. we all need mirrors to remind ourselves who we are.
i'm no different.

Sunday, 24 November 2013


Isto levanta muitas dúvidas. Aqui está um produto que me faz pensar:
- serve para quê exactamente? é só pelo efeito estético?
- há em vários tamanhos ou são de tamanho único?
- portanto a ideia é *schplufpt* e já está?
- o que fazer se estiver de saia, ao balcão do snack-bar a falar com o Sr. Fernando, e isto cair ao chão? E se ele se prontificar para apanhar? A meio caminho do resgate feito pelo Sr. Fernando, deverei pontapear o senhor "sem querer" de forma a distraí-lo durante os 5 segundos necessários para eu deitar mão à "coisa" ou resta-me fingir que a "dita" é apenas um acessório do telemóvel?



Thursday, 7 November 2013

A Margarida voltou à “ribalta”.

Contrariando o nome do seu último romance “ Há sempre uma primeira vez”, a ex-critora cai pela segunda em desgraça, quando abre a boca para falar de outra coisa que não seja o amor. 
Depois do episódio 1: “Gordinhas são asquerosas e ficavam bem empaladas”, segue-se o episódio 2 “ portugueses que se manifestam contra a crise causam-me pena e repulsa”. Isto é mau. Muito mau sobretudo para ela, para a Bertrand e afins que correm o risco de ver uma baixa de vendas nos folhetins cor-de-rosa que a Margarida ass(ass)ina. Mas sejamos realistas: Isso não vai acontecer. 
E porquê? Porque como ela diz (e agora vem a parte do salvamento) a Margarida tem razão. 
Os portugueses têm mesmo memória curta. De entre várias coisas de que nos esquecemos com uma frequência irritante, é que este governo e os anteriores foram escolhidos pela maioria. 
Fomos nós que os colocámos no pedestal em qu(e)estão. 
Não me parece que eu possa chamar de assassino a um tipo que passa por mim na rua e a quem eu dou uma arma e toda a liberdade para que ele me mate. Quando muito, a isso, eu chamo morte consentida. Eutanásia, portanto. 
Ora, tendo em conta que as manifestações nas galerias do parlamento (e foi contra este tipo de manifestação que a senhora se insurgiu) resultam sempre neste tipo de insultos aos deputados e demais membros do governo, parece-me a mim, são completamente inúteis e sim, também fico triste quando vejo pessoas que querem ser respeitadas mas não se dão ao respeito. 
Não sou contra as manifestações, entenda-se, sou é a favor de mais acção e menos crítica fácil. Sou a favor de que as pessoas se unam no sentido de conhecerem bem as regras do jogo (político) de forma a serem capazes de reconhecer os seus vícios e eliminá-los de uma vez por todas ou na hipótese mais realista, minimizá-los.
A Margarida ainda diz: "Não foi este governo que colocou o País na situação em que ele se encontra. Houve vários governos anteriores, com medidas suicidas, que nos puseram na situação em que estamos hoje". 
Independentemente de muita gente achar que este é o pior governo de sempre, e é legítimo que assim se pense, convém não esquecer (e aqui voltamos à memória curta) que o País não está na situação em que está por culpa exclusiva do executivo de Passos Coelho. Ou querem lá ver que estava tudo a correr lindamente antes de ele ter chegado ao poder? 
Vamos agora transformar o nosso passado recente num cenário mais cor-de-rosa que os livros da Margarida e acreditar que o país estava numa óptima situação financeira e que de repente, mergulhou na miséria? Ou que o défice estava muito baixo e de repente disparou? Ou que as taxas de juro estavam quase a zero e nestes dois anos e meio foram por aí acima? E que tínhamos todos muito dinheiro, e muitas regalias e muitos direitos e muitos subsídios e viveríamos felizes para sempre? Não, não, não e não! 
O País tem vindo a ser arruinado, sucessivamente, pelas políticas definidas pelos governos dos últimos 30 anos sejam eles mais à direita ou mais à esquerda. E nós aceitámos essas políticas! Independentemente de termos sido engolidos por uma crise económica e financeira que nasceu no exterior, provocada pela ganância das instituições bancárias, nós temos a nossa quota de responsabilidade. Porque não pensámos nas consequências das nossas escolhas: Dos empréstimos que pedimos, do comodismo que nos paralisou e nos impediu de lutar contra o pousio em que deixámos os nossos campos agrícolas, contra o desmantelamento da nossa frota pesqueira, contra o encerramento da nossa industria, contra a atribuição “ a torto e a direito” de subsídios para tudo e mais alguma coisa. 
Eu sei que custa admitirmos “Mea culpa”, mas seria honesto da nossa parte fazê-lo.
 Eu sei que não podemos paralisar, e ficarmos de olhos fechados para a realidade cada vez mais triste que se abate sobre quem já tem tão pouco para sobreviver. Eu sei que não podemos ficar indiferentes à “vida por um fio” de tantas famílias, dos nossos idosos, das nossas crianças. Não podemos! 
É preciso agir sim, é um facto. Mas, a questão é: interromper o plenário, atirando resmas de papel aos deputados enquanto lhes chamamos filhos da puta, vai mesmo permitir que as reformas dos mais velhos lhes volte a descansar a alma? Vai mesmo permitir-lhes saber que já podem ir à farmácia levantar a receita na totalidade e ainda lhes sobra dinheiro para irem ao supermercado? 
Vai realmente levar-nos à concretização do nosso desejo mais que legítimo de ganharmos mais que os míseros 485euros de salário mínimo? Ou vai presentear-nos s apenas com a efémera satisfação da vingançazinha básica, só porque sabemos que chateámos alguém? É claro que não concordo com tudo o que a Margarida disse.
 Quando ela diz por exemplo que "Há medidas que, não sendo populares, são as únicas medidas possíveis". Não me parece que haja apenas um caminho para atingir um mesmo fim. Há o caminho definido por este governo, mas haverá seguramente outros, não sei se mais ou menos eficazes, mas a verdade é que há outros. 
O grande problema é que ninguém apresenta outros. Critica-se. Diz-se mal de tudo e mais alguma coisa. Disparam-se as línguas afiadas em todas as direcções, destila-se veneno para tudo o que mexe os olhinhos, mas alternativas que é bom…nem vê-las. 
É evidente que não é o cidadão comum, que não percebe patavina de economia e outras ciências essenciais à boa governação deste ou de outro país qualquer, que deve ou tem capacidade para encontrar caminhos que nos levem além crise. Mas podemos ao menos parar de enfiar a cabeça na areia, podemos parar de apontar o dedo para os outros gritando que a culpa é só deles. 
Podemos parar de querer que as coisas voltem a ser como eram. Porque podemos (alguns de nós) ser menos cultos ou menos conhecedores das matérias que determinam a nossa qualidade de vida, mas o bom senso é algo que deve prevalecer. E o bom senso diz-nos que quando se vive com dinheiro que não se tem e quando não se produz, nada de bom podemos almejar. 
E é desta forma que “dou a mão” à Margarida. É deste modo, que como ela, dou uso à minha liberdade de expressão e mergulho de cabeça nesta tal democracia que tanto queremos preservar, e a “salvo” dos ataques a rodos de quem tem sido alvo nos últimos dias. Porque, por muito mal que tenham sido escolhidas as suas palavras, ela espelhou muito do que eu penso. 
Aquilo que me separa dela – para além dos meus parcos rendimentos que não me chegam para ser “dondoca, e de eu pertencer ao grupo das gordinhas que “mijam nos becos e dizem palavrões”, bem diferente de partilhar com as giras (como ela), todo um mundo novo onde nunca se pode “pisar o risco”,- é que tenho bem presente que muitos dos que se manifestam não têm falta de inteligência, como diz -Sua-Alteza Intelectual- , e sim falta de comida para si próprios e seus filhos.


P.S. (Quanto aos livros da Margarida, se quiserem ir para a rua neste inverno, fazer fogueiras com eles, digam-me que tenho por aqui alguns com os quais posso contribuir).



Tuesday, 22 October 2013

Frio. Chuva. Trovoada. Nuvens. Nevoeiro. Árvores despidas. Folhas no chão. Poças de água. Castanhas assadas. Luvas. Cachecóis. Botas. Noites longas. Sol de inverno. Luzes da cidade. Lareiras. Tardes de sofá. Livros. Chás. Cinema. Torradas. Com muita manteiga. Vou voltar a ser feliz! :)

Monday, 30 September 2013

Ninguém vota pelos teus lindos olhos




Ontem os caldenses tiveram a noite eleitoral que mereceram.

Os candidatos, esses homens e mulheres que na opinião dos que não votaram, apenas procuraram “tachos”, “idem-idem, aspas-aspas”. Ou seja, cada um teve exactamente aquilo que cativou.

Seja porque já tinham um historial de trabalho credível para mostrar ou porque se empenharam nas campanhas o quanto bastou para que outros movessem os rabos do sofá durante o dia de domingo, e fossem debaixo de chuva a votos.

Correu-se ao sufrágio nas Caldas da Rainha, sem qualquer verdadeiro sentido de mudança. Cerca de 52% optaram pelos seus habituais programas em família em vez de uma deslocação rápida às urnas para deixarem uma cruzinha no seu candidato preferido. É provável que não tivessem candidato preferido.

Ainda assim, um voto em branco vale mais que mil críticas, e todos os que não exerceram o seu direito cívico de escolher quem os represente nos órgãos autárquicos perderam efectivamente o direito de criticar.

Quanto aos candidatos: Tinta Ferreira não ganhou porque tem o melhor projecto para os caldenses. Ganhou porque teve a melhor máquina partidária por trás dele.

Rui Correia não perdeu porque não fez uma boa campanha. Perdeu porque não foi credível.

Teresa Serrenho não surpreendeu,- nomeadamente com a vitória na Foz do Arelho- porque teve uma boa equipa ou um bom programa. Surpreendeu porque era apenas líder de um movimento de cidadãos, que empenhados, determinados e conscientes de que tinham que fazer um bom trabalho de campanha, esforçaram-se para isso, mexeram-se a todos o gás, colocaram ao serviço do seu projecto todos os meios que tinham, e os que não tinham, inventaram.

Manuel Isaac foi sem dúvida o grande derrotado nestas autárquicas de 2013. O que é que lhe faltou? Não é uma cara nova, pelo contrário, bem conhecido dos caldenses, contava já com um bom historial de trabalho feito, soube constituir boas equipas e tinha efectivamente um dos melhores, senão o melhor programa para as caldas. Ainda assim, não subiu na contagem dos votos e arriscou-se mesmo a perder a única freguesia que detém a bandeira do CDS/PP no concelho: Stª Catarina. É que Manuel Isaac esqueceu-se -por comodismo ou excesso de confiança nos bons resultados- de fazer o “trabalho de casa”, de uma aproximação efectiva ao eleitorado, de dinamismo na campanha. Manuel Isaac perdeu porque, demasiado certo de estar agora entre rivais inferiores, não contou com os votos de protesto que fugiram na sua grande maioria para o Movimento Viver o Concelho.

Daqui a 4 anos Isaac lembrar-se-á desta derrota e saberá que em nenhuma parte do mundo se ganham votos porque nos emoldura o rosto, um par de olhos bonitos. E Isaac, até pode ter olhos bonitos, mas faltou-lhes a eficácia para ver, que o trabalho durante uma campanha eleitoral é a par de um bom projecto, a razão que levará os caldenses a coloca-lo no lugar que, desde há vários anos, ambiciona sem no entanto, fazer o bastante para o conquistar.

Olá, eu sou o Matthew

O Nuno e a Liliana têm um filho lindo chamado Matthew. Na verdade, ele podia até ser feio como uma noite de tempestade, que ia dar ao mesmo. Mas dá-se o caso de ser mesmo lindo e de apetecer dar beijinhos naquelas bochechas.
O Matthew é surdo profundo. Para poder ouvir precisa de implantes cocleares. Apenas um dos implantes é comparticipado pelo Estado. O outro têm de ser os pais a pagar. E custa 30 mil euros. Os pais não têm essa massa toda. O pai, no entanto, tem uma ideia e um projecto que gostava de levar para a frente, de maneira a angariar fundos e, assim, poder dar o segundo implante ao seu amor.

Este não é um pedido de dinheiro para alguém ir tentar a sorte num país estrangeiro, sem se saber se consegue ou não essa sorte. Este é um pedido (que nem sequer é de dinheiro mas de Gostos) que tem um destino concreto: vai direitinho para o implante do Matthew, permitindo-lhe ouvir o mundo. A música. A voz dos pais. O chilrear dos passarinhos. As lições das professoras. Os raspanetes. As declarações de amor. A vida, em suma."
Façam-me um grande favor e vão a esta página:https://www.facebook.com/silentesculpture






Duas coisas que ninguém nos obriga a ser: hipócritas e bestas.



Lembro-me de ter visto na televisão um programa em que uma gralha, equilibrada no braço de um semáforo que atravessava a via rápida, num momento calculado, deixa cair no asfalto uma noz que tem no bico e vê-a ser esmagada pelo pneu de um carro que passa. Depois, num ruminar estratégico digno de um Júlio César às portas da Gália, a gralha espera que o sinal fique vermelho e mergulha em voo picado para o chão, recolhendo apressadamente os bocados esmagados da noz. 
Recordo-me de uma outra que, em cativeiro olha com olhos de ver um tubo de vidro estreito em cujo interior é colocado um cesto pequenino com comida. O cesto tem asa e tudo. Em cima do tubo, na horizontal, está um arame fino e direito com cerca de vinte centímetros. 
A gralha olha para aquilo e pensa, imagina, coloca hipóteses… Primeiro, pega no arame com o bico e introdu-lo certeiro no tubo, mas não consegue sacar o cesto. Tira o arame, pensa mais um bocadinho, voa com ele no bico até ao poleiro, preso a uma parede com fissuras, e enfia-o num pequeno orifício. Empurra-o com o bico até lhe curvar a ponta em forma de anzol, retira-o, voa de novo até ao tubo, espeta com o arame por ali adentro e engancha a parte retorcida na pega do cesto, puxando-o para cima. Come o que estava lá dentro, regala-se de se ver tão esperta. 
Enquanto engulo mais uma garfada de bife do lombo, recordo os chimpanzés, capazes de interiorizar um léxico superior a sete mil palavras e que, carregando nas letras de uma máquina, compõem frases como: eu quero água (assim mesmo, com sujeito, predicado e complemento directo), gosto de ti ou estou triste. 
Sim, esses mesmos chimpanzés, que encarceramos nos zoos para gáudio das nossas criancinhas, e que embalam os seus bebés, atrás das grades, como nós as embalamos a elas (parecendo, até, que também lhes cantam ao ouvido). E as formigas? Que, em África, constroem formigueiros gigantes dotados de sistemas de ar condicionado, cuja sofisticação é digna de um open space no centro de Manhattan? E a cadela da minha amiga Vera? Uma pequinois gentil que um dia se travou de amores por uma ninhada de gatinhos órfãos com empenho tal que ela, que nunca havia sido mãe, encheu as maminhas de leite e alimentou-os a todos até lhe terem o dobro do tamanho. 
Ainda hoje, quando brigam com o outro cão lá da casa, preto e grande, ela atira-se-lhe ao focinho até que ele, esparvoado com tamanho arrojo, desiste dos seus intuitos trucidantes e mastigadores. E lá acaba a lamber os gatos, como uma mãe que seca as lágrimas do filho com as costas da mão e lhe sussurra "pronto, pronto, já passou". Ok, ok, nunca vi um porco a andar de bicicleta, mas já vi um polvo a desatarrachar um frasco com os tentáculos e a abrir a fechadura de uma porta de entre várias, aprendendo que era aquela que lhe permitiria sair (ou entrar). E bastou-lhe uma única vez, sem estímulos repetidos ou qualquer outro engodo pavloviano, uma única vez, caraças! E o bicho ficou a saber para sempre qual era o caminho da liberdade.
 E aquele mistério dos elefantes, que vão todos morrer ao mesmo sítio, e o das baleias, que se suicidam aos molhos de encontro à praia, e o dos golfinhos, que derramam ternura sobre crianças doentes e as ajudam à cura, sem nada pedirem em troca? 

Por tudo isto, lamento não me conseguir livrar do pé para a mão de tantos milénios de escravidão à voragem carnívora que os antepassados me inscreveram no ADN, e de me vergar amiúde, ao peso de uma gula que me deixa à mercê de um bom bife do lombo com molho à café. 
Às vezes, no entanto, sou atacada pela calada da noite por estertores franciscanos e dou por mim a pensar que isto de comer animais mortos que são quase meus irmãos e que de mim diferem, apenas, por milionésimos de ADN, é assim como que uma espécie de canibalismo e que, para além de os comer, ainda os destrato com aquela sobranceria própria dos humanos, o que não está nada bem. 

O prólogo é sempre o mesmo: determinada, a cada ataque sorrateiro de culpa, acabo na fila de um qualquer restaurante vegetariano e finjo proveito, embora quase vomite com a consistência espumosa do tofu e do seitan. Ao fim de uma semana de jejum vegetariano a experimentar todas as receitas de massa e batata com courgettes que me aparecem nas revistas femininas, começo a ter sonhos eróticos com bifinhos de perú e bitoques, de preferência com ovo a cavalo. Não sem deixar de admirar profundamente quem o consegue, diga-se. Acho, aliás, que um vegan convicto se encontra num estádio superior da existência: mais perto da perfeição, de Deus ou seja lá do que for que represente aquele todo místico em que eu própria acredito. Mas eu por aqui continuo, no meu limbo moral privado, resignando-me à ideia de, na reencarnação seguinte, vir a este mundo sob a forma de uma aranha peluda, nojenta e potencialmente espezinhável logo na primeira semana de vida. 
Não obstante esta fraqueza assumida, intuo facilmente que somos todos muito estúpidos e que, se não conseguimos deixar de os fazer sofrer para nosso prazer (nos matadouros, nas touradas, na caça, no circo), ao menos que não estejamos tão contentes com a nossa presunçosa superioridade no pódium da cadeia alimentar e tão convencidos de que somos muito mais espertinhos do que eles, os animais, essas bestas irracionais que sobreviveram ao dilúvio na arca flutuante de um velho lunático, apenas para se reproduzirem e nos servirem.

Quando se fala de defender animais, defender os seus direitos, não significa que estamos a tentar dar-lhes direitos de cidadania. Apenas e só, quem defende o seu direito à vida, defende apenas isso: O seu direito à vida. Não se entende por isso, que todos passemos a ser vegetarianos e que não os possamos matar para consumo. Apenas que, aos animais criados para consumo seja dada a dignidade de uma existência pacífica e digna e na morte lhes seja dado um fim, o mais indolor possível. A isto chama-se respeito por seres que, não sendo iguais a nós, não são também inferiores. São apenas diferentes. A nossa pretensa “superioridade” devia permitir-nos perceber isso.

Um porco consegue memorizar entre 500 a 600 palavras e entender os seus significados. Tem um ADN muito idêntico ao dos humanos e imaginem, se o porco aprendesse a verbalizar como nós, poderíamos com as suas 500 palavras, conversar com ele. Claro que todas as limitações do porco o impedem de dialogar com os humanos. Mas nós também nada sabemos dos seus roncos, ou o que significam, nem tão pouco aprendemos a sua forma de comunicar. E somos “superiores”. Outra coisa que sabemos: Somos 7 mil milhões de humanos no planeta. Conseguiríamos alimentos se abdicássemos todos de consumir carne? Não creio. Com tantas bocas para alimentar será viável, desistir da criação de animais em bloco, compactada em espaços infernalmente exíguos? Talvez isso não seja possível. Pelo menos para já.

Se eu pensar que nos aviários os frangos nascem e morrem sempre na mesma posição, sem qualquer hipótese de se movimentarem 1metro que seja, durante toda a sua vida, e que, para que eles se mantenham imóveis e não constituam ameaça para os seus pares, lhes são cortados os bicos e as patas (em vida) … Que aos patos lhes são enfiados tubos pelas goelas abaixo, e que assim passam toda a sua existência sobre este planeta, sendo incessantemente alimentados, para depois da morte, se transformarem em foie gras, que as vaquinhas que nos dão a carne e o leite vivem da mesma forma, toda a sua vida em espaços exíguos, sem o vislumbre de um raio de sol, ou relva fresca…bem… nós somos umas bestas. Mas esta bestialidade justifica-se infelizmente pela necessidade de alimentar 7 mil milhões de bocas.

.Mas não justifica a crueldade com que tratamos os animais noutras circunstâncias. Arrepia-me a festa em que se celebra a perícia de um cavaleiro, espetando farpas no lombo de um animal, que antes disso já foi electrocutado nos testículos, (não importa se o animal é um bovino preto, um touro bravo, um crocodilo ou uma toupeira), é estúpido! Se o objectivo maior do sofrimento que infligimos seja a quem for, é o nosso prazer imediato e não uma necessidade, é estúpido! Ontem mesmo recebi uma mensagem de alguém que dizia: “ Você nem sequer sabe o que é um touro bravo!” Apeteceu-me mandá-lo catar-se! Defendam os senhores da tauromaquia, a sua arte, da forma que entenderem. Mas não digam que um touro bravo é uma raça distinta optimizada para sofrer na arena, geneticamente modificada para não sentir dor! Nem tão pouco digam que hoje ainda é aceitável que se torturem animais gratuitamente, porque a actividade faz parte das tradições ou da cultura de um povo. Ao longo da nossa história, o homem bem ou mal, tem evoluído no sentido de perceber que o que já não nos serve deve ser mandado fora. É esta a luta dos que condenam as touradas. Queremos apenas que se comece finalmente a perceber que há que separar o trigo do joio. Sermos bestas por necessidade, é um mal, mas é um mal menor. O mal maior é sem dúvida, sermos bestas por hedonismo.

Porque (quem sabe?) talvez os touros, sejam eles quais forem, temam as multidões e aterrorizados tentem defender-se como podem da perseguição do cavalo, das farpas e do barulho ensurdecedor à sua volta, (levando por vezes à morte, cavaleiros e forcados). Talvez as preguiças gostem de sexo tântrico e por isso demorem horas a assegurar a sua descendência; e talvez os leões, bichos gregários por natureza, tenham problemas com a sogra e já não a possam ver à frente; e os ursos, quando hibernam, sofram de claustrofobia e depois tenham pesadelos; e os pinguins, todos iguais e aos milhões, tenham crises de identidade; e os salmões, tenham tendências depressivo-suicidas e por isso venham morrer rio acima; e as baleias, saibam de facto cantar, e algumas de entre elas sejam prima donnas com direito a privilégios especiais de diva e a camarote individual; e as coelhas só tenham orgasmos múltiplos e por isso fodam tanto; e os gatos sintam um profundo desprezo pelos humanos e por isso não os olhem quando eles os chamam; e as formigas não gostem de estar sozinhas; e as toupeiras sofram de agorafobia; e os cães se comportem como groupies à beira da histeria porque nos adoram, e quando crescerem querem ser como nós, as pessoas, os seus maravilhosos donos. Quem pode garantir que não seja assim? Quem? Talvez que o universo em que se move esta Terra onde nos encontramos mais não seja do que um grão de poeira reflectido na retina de um grilo e, este, um habitante microscópico de um outro planeta, em órbita numa galáxia diferente e encaixada num universo muito maior. Portanto, "bora" aí apanhar do chão um bocadinho de humildade, dessa que anda por aí espalhada, que todos espezinham e ninguém quer, assumir a nossa ignorância no que respeita a esta merda toda e ter algum respeitinho, designadamente, pelo grilo.

Saturday, 21 September 2013

Pais & Amantes



Se decido postar o que se segue em plena madrugada de sábado, é por uma boa razão. Depois de ter obrigado a gaiata-que-minerva-até-à-exaustão-com-excursões-nocturnas-não-autorizadas, a voltar para casa submissa a um castigo que lhe vai durar todo o fim-de-semana, deixei a minha orelha esquerda a cozer ao telemóvel durante 2 horas seguidinhas de conversa deprimente e perturbadora.


A causa: Um divórcio. Não o meu, (que isso já foi chão que deu uvas),mas o de uma amiga que agora chora desalmadamente o leite derramado e não vê maneira de remediar o mal feito. E por isso e também porque os bons conselhos nunca são de mais (e ainda por cima, são de graça), aqui fica um especialmente dedicado à malta casada, juntada ou amancebada, embarcada nessa conquista viking que é ter filhos pequenos:

Excepto em caso de doença, pesadelo, tristeza reconhecida notarialmente ou trovoada ribombante, não deixem os vossos rebentos dormirem convosco na cama.


Caso não saibam, desde já vos informo que não é o facto de terem filhos em comum que faz de vocês um CASAL a sério perante os deuses, os homens ou entidades intermédias. Não. Precisam também e em especial, de:

- porta do quarto fechada + reboliço entre os lençóis + gemidos abafados + risos atravessados + porta do quarto aberta + pésantepés corredor fora + assaltos ao frigorífico às quatro da manhã + líquidos bebidos pelo mesmo copo + dedinhos do outro lambidos com esmero.

Para que tal seja possível, ensinem o vosso filho, desde aquele primeiro dia em que o têm nos braços, a gostar do seu próprio quarto e a confiar incondicionalmente naquelas quatro paredes. Se preciso for, fiquem la com ele até que perca o medo, deitem-se no chão ou onde for, mas não o deixem invadir um espaço que é vosso ( tal esforço é uma espécie de PPR com benefícios fiscais: acabará por ser recompensado). Caso contrário, preparem-se para um casamento incompleto, frustrado, cortado a meio e noves fora nada.

- Pisguem-se sempre que puderem, mas só os dois, não sejam lorpas. Têm avós, tias, amigos, baby sitters, disponíveis para vos aturarem os rebentos durante três dias? Óptimo. Digam-lhes bye-bye sem olharem para trás, segurem a lagrimita que teima em cair, desapertem o coração e façam-se a uma pousada, a um parador, a uma pensão, a uma noite ao relento. Só os dois. De preferência, dêem aos hóspedes do quarto ao lado um bom motivo para se queixarem ao gerente, no dia seguinte.


Cheguem saciados, de mãos dadas, sorriso imbecil agrafado no rosto e prontos para pegarem plos cornos mais uns meses de procissão familiar e êxtases em surdina. E nunca, por nunca, digam orgulhosamente cá eu, não vou para lado nenhum sem os meus filhos, se eu vou, eles vêm também. Desenganem-se: não é por causa disso que são melhores pais, nem que os outros vão achar que vocês são melhores pais. Aliás, são melhores pais, quanto mais felizes forem; para serem felizes, entre outras coisas, têm que se tocar com indecência, têm que se comer como perninhas assadas de frango caseiro e que se chupar um ao outro até ao ossinho; enfim, têm que se amar, pornograficamente, amar.

Por isso, caro/a leitor/a: se a tua cara-metade insistir para que viajem sempre todos juntos para todo o lado, atreladinhos uns aos outros que nem comboio de feira, desconfia e pensa bem na vida. É muito provável que tal signifique que não quer estar a sós contigo, daí ensanduichar os miúdos entre vocês. Não é por nada mas… o amor é uma chama que só arde se alimentada e por muito menos que isto, muitas relações acabam às escuras.




Saturday, 14 September 2013

As grandes descobertas da ciência, são sempre obra do acaso!



Acabei de ler que a amiga de "uma mente quase perigosa" depois de ser informada acerca dos cms que compunham o membro do gaijo que lhe cativava a atenção, chega a casa e agarra numa régua (ela não tem assim uma ideia muito exacta das medidas). Acontece que a régua era do seu filho (moço pikeno). Impressas na régua de 15 cms, estavam 3 imagens do Winnie the Pooh.

Palavras sábias saíram da sua boca: "2,5 Winnie the Poohs... Certo..."

E assim foi criado o sistema moderno de medição de pilas: os Winnie the Poohs ou, em abreviado, os WP's.

1 WP = 5 cms









Thursday, 12 September 2013

Disconnect

Acabei agora mesmo de ver. Disconnect é uma história intrigante que envolve várias pessoas numa trama cruel só possível graças às ligações virtuais que se vão criando por aqui. O enredo de "Disconnect" centra-se no impacto que a Internet e as formas modernas de comunicação têm na vida dos seres humanos. Alexander Skarsgard interpreta um ex-fuzileiro naval que procura um affair após ser emocionalmente rejeitado pela esposa. Grillo é um pai solteiro, perito em computadores, que procura proteger o filho de 15 anos dos perigos da Internet mas não sabe que este último mantém uma relação online. Nyqvist dá vida a um individuo que o personagem de Skarsgard acredita ter roubado a sua identidade. Risenborough interpreta uma jornalista, que investiga uma história sobre um jovem modelo que posa nu na web. Histórias que podem ser as nossas e que nos alertam para os perigos da nossa ligação ao mundo virtual. Não tem efeitos especiais,enredo fantasioso nem elenco de luxo, mas é tão realista que vale mesmo a pena ver.