Sunday, 5 May 2013

Para os meus filhos...

Por mais anos que passem pela vida dos nossos filhos, para nós, eles serão sempre as crianças que oferecemos ao mundo. :)

♥♥

Se nós, Mães, pudéssemos transmitir aos nossos filhos apenas vinte por cento da opinião que temos deles, a sua auto-estima seria indestrutível.

Rafael e Mariana, Ninguém mais do que vocês, merece que eu vos dedique algumas palavras.

Na verdade, nenhum livro, por maior que seja, poderá ter escrito tudo quanto seria possível dedicar-vos.
Mas ainda que eu não escreva nenhum livro, ainda que as minhas palavras sejam poucas, são sinceras, verdadeiras e todas elas saem do meu coração com a esperança imensa de entrarem no vosso.
A sensação mais forte, mais profunda, que me invadiu, quando vos apertei pela primeira vez contra o meu coração foi a de DAR. Dar-vos a vida. Dar-vos alimento. Dar-vos Amor. Dar-vos segurança...
E essa sensação acompanha-me docemente enquanto vos vejo crescer!
Qual é o melhor do meu mundo... o Sol, a Lua?
O que eu não vos daria se pudesse...Mas sou apenas mãe.
Muitas vezes, nos vossos primeiros anos, fui o vosso escudo, o vosso anjo, a vossa fada.
Agora, que diante de vós se abrem os caminhos e estou cada dia mais perto de vos deixar partir, poderei sempre oferecer-vos as minhas palavras para que vos acompanhem e ajudem... Para que, inclusivamente, sorriam ao ouvi-las. Porque contar-vos experiências, agradecer-vos, pedir-vos perdão, e recordar... tudo, tudo festeja a maravilha de vos ter.
Gostaria tanto de proteger-vos...
Das palavras falsas de quem se dirá vosso amigo, da nota injusta no exame para o qual estudaram tanto, da chuva que estragou aquele tão esperado passeio, de depositarem a vossa fé em algo ou alguém que acabará por vos desapontar... De amarem a pessoa errada (não porque ela não vos agrade, mas porque não saiba fazer-vos felizes.) De serem magoados e de sofrerem, de todas as traições, decepções, doenças, tudo, tudo... E contudo eu terei de abrir-vos a porta e dizer-vos : Vão e vivam a vossa própria vida!
Um bastião de integridade, um farol para orientar corajosamente o vosso destino, assim queria eu ser para os dois, sempre.
Mas, por vezes, esta torre inclina-se, e tudo à minha volta escurece.
Então, sinto as vossas mãos no meu ombro, e ouço as vossas palavras de conforto.
Percebo nesse momento, que não estou sozinha, e tudo volta a encher-se de luz...
O meu coração está desde sempre convosco.
Já vos acompanhou na escola, no recreio. Nas barulhentas festas de aniversário, nas vossas brincadeiras com carrinhos e bonecas.
Hoje, ele acompanha-vos na cumplicidade com que trocam os vossos segredos, nos primeiros amores que vos faz bater o coração mais depressa, na emoção, com que vivem cada experiência da vossa vida pela primeira vez.
Desejo... Que descubram que as melhores coisas deste mundo, não têm preço, mas sim muito valor: Uma gota de orvalho numa pétala de rosa ao amanhecer, os entardeceres na praia, a mãozinha do bebé a apertar a vossa...
Que sim, seja a pessoa que amam quando tocar o telefone, a tempestade a fustigar as janelas, e vocês, com quem vos for mais querido, protegidos dentro de casa, a alegria do vosso animal de estimação quando regressam... A palavra Obrigada... A palavra Perdão...
E desejo que descubram que as coisas que, sim, têm preço são apenas aquelas que a vida nos dá, e que a vida pode tirar-nos tudo, num só instante. Devem por isso, viver de espírito livre , ligados unicamente ao que poderem transportar no coração.
Desejo que a madrugada vos surpreenda a conversar com amigos, a defenderem apaixonadamente as vossas convicções...
Que acreditem sim, que podem contribuir para um mundo melhor.
Desejo também que nunca cresçam por completo, que guardem no vosso coração a ingenuidade de acreditar que, por vezes, o mundo pode ser mágico, (mas nem todos são capazes de o ver),que nem sempre as causas justas são impossíveis, que há dias que amanhecem duas vezes...
Desejo que encontrem o Amor firme, profundo e quotidiano de alguém que vos saiba fazer felizes. E que o vivam para o resto da vida.
Mas também desejo que, nem que seja por uma só vez, experimentem a loucura, a paixão total e esmagadora que nos leva ao céu e ao inferno. Que a vivam plenamente...e a deixem ir, depois.
Desejo que descubram o prazer da leitura, a embriagadora sensação de viver, por umas horas, com os personagens de um romance. A fascinante possibilidade de esquecerem a inquietação ou a tristeza, viajando nas páginas de um livro, para África, ou morrendo de amor na areia escaldante de uma praia paradisíaca.
E também vos desejo, a profunda emoção da poesia. Que o vosso espírito vibre com a palavra exacta que expressa o que sentem...
Levem-me sempre no vosso coração, para onde quer que vão.
Vocês jamais sairão do meu!
Agora compreendo as mães que acreditam que os seus filhos, são os melhores do mundo.
Não vos desejo amargos ou descrentes.
Se alguém vos ferir profundamente, renasçam das vossas cinzas. Enfrentem os desafios. Nunca se sintam vencidos ou derrotados.
Não permitam que vos convençam de que tudo termina em decepção. Ergam os olhos, fitem-nos no horizonte.
E tenham fé...
Desejo que tenham fé em Deus. Que sejam sempre capazes de O procurar ou imaginar como souberem ou como poderem, mas não desistam de O encontrar.
Não vos parece que a vida seria demasiado absurda se não existisse algo mais? Basta olharem ao vosso redor para O encontrarem das formas mais diversas.
A mim… basta-me olhar-vos.

Friday, 3 May 2013

La hora chanante

Porque é que eu não encontrei isto antes? :) Com todo o respeito Iron Laidy, ainda não é tarde.


O Preço da Apatia






Há falta de informação e talvez uma certa preguiça em se tentar saber o que se passa neste mundo e que não é contado na comunicação social. A todos os níveis. Dou um exemplo:
Energia limpa (energia ponto zero). Vários inventores desde 1901 têm criado mecanismos que produzem energia sem estarem alimentados pelos meios convencionais e conhecidos.
Neste site, http://www.rense.com/general72/oinvent.htm, pode consultar a história das supressões de inventores da Nova Energia.
A geração de energia com base na energia ponto zero, em 1901 com Tesla, poderia ter redireccionado a sociedade e o planeta numa direcção totalmente oposta à que temos hoje. E teve que ser um banco, J.P.Morgan, que já nessa altura, foi protagonista da 1ª supressão. Curioso, não?
Quando eu abordo este tema com família e amigos, além de acharem que não estou bem da cabeça, não os vejo minimamente “intrigados”, ou interessados em saberem sobre algo que é a solução para a tão falada sustentabilidade e saúde do nosso planeta. E os poucos, muito poucos que se deram ao trabalho de fazerem alguma pesquisa, rematam que não se consegue lutar contra as grandes corporações, grupos económicos que controlam a energia suja que usamos.
O Ser Humano tem que saber quem está acima dos governos locais e quem os manipula descaradamente. Sem se conhecer esta realidade, continua-se nesta batalha caseira, que é sem dúvida importante e tem de ser combatida, que além de nos retirar a vontade de respirar, acaba por nos distrair dos actores globais que estão no topo da pirâmide. Estes actores,que, por andarmos quase um século a dormir e fascinados com o dinheiro fácil, criaram o seu império, e detêm hoje o controlo total dos sistemas financeiros, alimentar, educacional, energético e da saúde.
Esta insensibilidade das pessoas para este e outros temas de tão grande importância é fruto do silêncio cúmplice da comunicação social que leva à, manipulação das massas. Assuntos que envolvam lobis são tabú e este da energia ponto zero é um deles. Por muito, mas mesmo muito menos do que isto, a discussão do assunto das rendas excessivas da EDP, levou à demissão do secretário de estado do sector, e os chulos chefiados pelo Mexia puderam continuar a dormir tranquilamente.
Os portugueses continuam um povo com graves índices de iliteracia e quando gasta uns cêntimos é nos jornais desportivos e nas revistas cor-de-rosa. A ‘manipulação social’ está desta forma prontíssima a actuar.
É este o retrato que faço como uma das causas da inacreditável passividade dos portugueses.
Um exemplo: Na Islândia está um ex-ministro a ser julgado por responsabilidade na crise económica do país, além de terem mandado o FMI às malvas. Estão a recuperar da crise e nós continuamos a descer para o abismo. Na Grécia corre um processo idêntico com um ex-governante. Em Portugal, deixamos os responsáveis pelo estado do país, "viverem à grande e à francesa"(literalmente) e a muitos deles continuam a ser-lhes entregues cargos de relevo, ou proporcionando negócios chorudos como o (PPP) para continuarem a sugar os contribuintes, que continuam a dizer ‘sim senhor ministro’. Estamos apáticos é certo...mas saberemos nós o quanto ao certo, nos custará esta apatia?


A crise segundo Einstein:

"Não podemos desejar ou pretender que as coisas mudem, fazendo sempre o mesmo. A crise é a melhor benção que pode acontecer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera-se a si mesmo sem ficar "superado".Quem atribui à crise os seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas em soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." (Albert Einstein)


Glorioso!


Thursday, 2 May 2013

Já somos duas! :)


Coisas do Facebook

O meu amigo Nuno Dagarman, publicou no mural dele,esta imagem, fazendo uma comparação, como tantas outras que já vi, entre a alegada opulência em que vive o Papa, e a pobreza no mundo. Não fiquei indiferente à indignação do Nuno, nem tão pouco à crueza da imagem e por isso, aqui fica o comentário que lhe fiz e que penso ser talvez, alvo de algumas criticas por parte de quem me lê. Mas peço que me leiam e vejam esta questão de uma forma um pouco mais assertiva, ou menos temperamental , se quiserem. É um exercício difícil, eu sei, mas, lá vai:

"Esta , (depois de todas as que eu costumo ler em relação à politica e aos políticos),é talvez das criticas mais injustas que me passam pelos olhos. É óbvio que quando olhamos para uma imagem destas temos que nos chocar e pensar que não há nada de divino na forma como a igreja se comporta perante o mundo. E não há, de facto. A igreja ao longo dos séculos tem cometido tantos erros que eu dificilmente poderia ver num Papa, alguém que é um representante de Deus. ( segundo a minha forma de olhar para Deus, claro.) Contudo, insisto naquilo que me parece de injustiça, ao criticarmos a tão falada opulência do Vaticano versus pobreza no mundo. De que tipo de opulência falamos nós afinal? Julgo que é preciso clarificar esta questão. Referimo-nos à Basílica de S. Pedro, e à Capela Sistina? Bom, se nos referimos a isso, então eu posso argumentar, que não é o papa que vive na opulência, porque o Papa não vive aí, o papa vai aí, como qualquer um de nós pode ir, e relembrar que esses edifícios maravilhosamente ornamentados, foram assim construídos para, em consonância com a tradição cristã, honrar a Deus com os melhores materiais que a terra tem. O ouro é dos nossos bens mais preciosos. Penso que é normal, querermos (acreditando nisso) honrar o altíssimo com o que de melhor somos capazes. Se me rebateres o argumento dizendo que : " ah, mas Deus lá quer saber do ouro, ele está-se nas tintas para esse tipo de honrarias", sou levada a concordar contigo, porque efectivamente me parece que Deus não está minimamente interessado em metais preciosos. Ainda assim, não posso afirmá-lo convictamente, sob pena de ser muita presunção minha acreditar que conheço a natureza de Deus. Resta-nos portanto, os cómodos que o papa ocupa e o espólio de arte que a igreja detém. Veremos primeiro os aposentos do papa. Se procurares no google ( e convido-te a fazê-lo), facilmente descobrirás que o homem, que além de líder espiritual dos católicos e também (tal como um presidente da republica) é Chefe de Estado do Vaticano, não ocupa aposentos propriamente exuberantes. Tem um quarto com paredes nuas, brancas, uma cama, uma cómoda e um roupeiro. Um ambiente até bastante austero, para quem alegadamente vive no luxo. Claro que não são móveis do IKEA, como... olha, como os meus, mas o meu quarto é muito mais giro. Não troco, obrigada. :P passemos então ao espólio de arte que a igreja vem coleccionando ao longo dos séculos. Já ouvi inclusivamente quem defenda que a igreja devia era vender toda a sua arte e fazer chegar esse dinheiro aos pobres. Peço-te que sejas pragmático em relação a isto: Supondo que a igreja vende a sua arte, acabará com a pobreza no mundo? Não, pois não? Não. Infelizmente a pobreza é um flagelo permanente que existe e continuará a existir independentemente do que uma igreja possa fazer para acabar com ela. A pobreza é um buraco sem fundo,que poderá ser menos fundo, se todos nós globalmente, fizermos alguma coisa quanto a isso. Existe até uma passagem curiosa na Bíblia, em que Judas acusa Tiago de estar a esbanjar um óleo raro para untar os pés de Cristo e lhe pergunta: Porque não vendes antes o óleo e matas a fome aos pobres? Ao que Jesus, terá respondido: Se eu vender o óleo, mato a fome de quantos pobres e por quanto tempo? Penso que a mensagem de certa forma é: apesar de ser necessário agir, ajudando quem é mais frágil, se nos desfizermos do que temos para dar, então também nós ficaremos tão frágeis quanto quem nos pede ajuda e o mundo não ganhará mais um rico, ao contrário: ganhará mais um pobre. Quem ganha com isso? Termino este comentário que já vai longo, (desculpa :P) lembrando apenas mais duas coisas: Uma, é que, apesar de tudo o que se possa dizer sobre a opulência do Vaticano, ainda é a igreja católica quem mais faz pelo pobres em todo o mundo. ( não chega , nós sabemos, mas pelo menos a igreja faz .) Não é por certo a IURD que faz, ou a protestante, ou o islamismo, o induismo, o judaísmo, blábláblá...é a Católica. relembro as missões, os médicos sem fronteiras, o investimento no ensino, as misericórdias. E outra é que, para quem gostar (obviamente) da comparação ao tão místico mundo budista, ( já vi que te dizes budista, não quero ferir-te), trazido para a nossa civilização ocidental através das novas concepções religiosas e filosóficas da New Age, meu amigo, recomendo vivamente que voltes a procurar na internet, o palácio de Potala em Lhasa no Tibete, e vê com os teus próprios olhos a magnificência , o luxo em que vivia Sua Santidade o Dalai Lama ( que eu muito admiro), antes de se exilar na Índia. Desse luxo, ninguém fala. E olha que estamos a falar de um líder espiritual que vivia sim, na opulência, quando os seus próprios conterrâneos vivia (e vive), na mais absoluta miséria. E agora só a título de curiosidade, caso não saibas, talvez gostes de saber que um dos rituais sagrados e muito apreciados pelos nossos amigos pacifistas budistas, é a entrega ao seu Dalai Lama, da pele de crianças pequenas, que são esfoladas vivas para o efeito. É, segundo eles dizem, um ritual de purificação para celebrar a chegada do seu novo líder. Enfim, já me alonguei demais. Depois disto tudo, cheguei a informar-te que não sou católica e que abomino qualquer tipo de religião? Não? Bom, já disse. "

A pequenez de algumas coisas...

Querido Universo...Não. Isto não é uma banana da Madeira. :)


«Sem tirar nem pôr»

Por Alice Brito, advogada e dirigente do Bloco de Esquerda. O texto é uma crítica feroz às inefáveis afirmações de Ulrich, o presidente do banco BPI. Publicado no blog "Paradigma da Matrix" em Fevereiro deste ano, mas actual. Excelente texto. Vale a pena ler.





«Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai.

Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular. Era aí que eu te punha, meu glutão.

Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.

Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento. Daqueles que hoje vivem na rua.

Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso.

Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.

Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.

Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.

Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.

Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do Estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.

Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo Estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu Deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O Estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem.

Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá?

Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.

Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.

Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente.

Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi de merda!

É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?

Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.

Por tudo isto te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando. Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é. Por uma vez terás razão. Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas.

És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te porém do que aconteceu a uns e ao outro.»

"Who is John Galt?"



Já tive o prazer de ver grandes filmes. Este de que vou falar agora não é um grande filme do ponto de vista cinematográfico. Não tem um elenco de actores conhecidos do grande público, não tem o apoio de um deslumbrante painel de efeitos especiais, não tem sequer uma grande fotografia. Mas tem uma grande estória: uma sequela baseada no romance de Ayin Rand. Este Atlas Shrugged, pode não levar ninguém numa viagem vertiginosa ao centro do universo, mas vai de certeza obrigá-lo a perguntar muitas vezes: "Who is John Galt?"
Recomendo. ;)




Sunday, 28 April 2013

Este também ouve passarinhos!





O homem a quem Chávez falou através de um passarinho também acredita que o ex-líder da Venezuela se substituiu ao Espírito Santo (digo isto porque os católicos acreditam que é o Espírito Santo quem escolhe o novo Papa. Eu cá, acho que são os cardeais que o escolhem). Mas Maduro vai ainda mais longe e acredita que foi Chávez quem o escolheu, pelo menos desta vez. Isto é preocupante. Não mais do que a fraude vergonhosa que envolveu todo o acto eleitoral, é certo, mas são indícios demasiado óbvios de que o homem é completamente louco. Ou isso ou Maduro tem um jardim carregadinho de papoilas. Só isso pode explicar esta pretensão doentia de ser o "ópio do povo".

"Maduro sugere que Chávez influenciou escolha do papa"
por Lusa, publicado por Ricardo Simões Ferreira

"Sabemos que o nosso comandante está de pé e face a face com Cristo", disse Maduro, despoletando um coro de gargalhadas durante uma iniciativa política, e apenas oito dias após a morte de Chávez, que se manteve 14 anos no poder.

"Algo deve ter tido influência para que um papa sul-americano fosse nomeado. Alguma nova mão aproximou-se de Cristo, e disse: Chegou o tempo da América do Sul. Isso é o que penso", declarou o sucessor de Chávez. "Um destes dias vai convocar um congresso constitucional no céu para alterar a igreja no mundo e para que o povo, o único povo puro de Cristo, governe este mundo", sugeriu, numa nova referência ao ex-chefe de Estado."

Almas Gémeas...




Não deve haver coisa mais triste neste mundo que nos apaixonarmos pela nossa alma gémea.
Não falo daquela tristeza que nos pára os sorrisos à chegada, falo de uma tristeza que se veste de alegria, de coração quente, de sangue que nos pula nas veias, de ilusão.
É tão fácil gostar da nossa “alma gémea”, mas tão fácil, que será muito fácil pensar que se gosta de alguém quando de facto apenas gostamos de nós, num outro corpo.

O que acontece é que todos andamos à procura dessa “alma gémea”, dessa coisa que nos completa, que nos deixa confortáveis, e amar - se for possível - não pode ser só uma forma de conforto, não deve ser só um cobertor que nos aquece a existência dos sentidos.
Sentir é muito mais do que adormecer. É ouvir, é ver, é gesticular com as palavras, é ir mais além, é discordar e mesmo assim querer ficar mais um pouco, mais uma hora, ou duas, só para sentir o prazer de não concordar!

Depois, bem depois, vem aquela irritaçãozinha de ver pessoas que acabam as frases uns dos outros, que se riem muito, e que dizem que foram feitos um para o outro. Mas que burrice. Que estupidez. Que forma tão parva de mascarar o amor.Haverá coisa mais chata de termos sido feitos para alguém?

Gosto de pensar que fui feita para descobrir, para pensar, para correr a vida sem olhar para trás, e se tivesse sido feita para alguém, jamais seria para a minha alma gémea, para alguém que me fosse “igual”.

É preciso dizer que gostar da nossa alma gémea não é amar a diferença, a discussão, as perspectivas diferentes, os mundos que apesar de desiguais convivem. Conviver com as nossas ideias, não é mais de que um amor narcisista que temos por nós mesmos, e se só gostamos de quem somos, seremos incapazes de amar alguém.

O amor, a existir, não se encontra em quem nos é parecido ou igual, encontra-se na forma como conseguimos sorrir à divergência, fintar a discordância, conviver com o não.
Pobres almas que se apaixonam pelas suas gémeas. Que precisam de alguém que as complete, que lhes adivinhe o pensamento não por conhecer a reacção, mas porque estão a pensar no mesmo. Tristes existências que existem sem marcar.

E não me digam que encontraram o amor, porque acharam o agasalho cómodo de uma alma gémea.

Crimes Perfeitos






"Sim, o Demónio consegue assumir qualquer disfarce. Mas é no corpo de uma mulher tomada pela paixão que ele se sente em pleno. Nenhuma outra forma lhe assenta com tanta perfeição.
É nessa pele que o Demónio se sente ainda mais Demónio..."
(Marla in Crimes Perfeitos)


Ai de quem diga que não viajamos...


Há cada vez mais caldenses, que quando dão o seu passeio de fim de semana, ficam-se pela Foz do Arelho. De tanto o fazerem, acredito mesmo que já nem conhecem o resto do concelho e muito menos, algum lugar fora dele. Como é que eu sei isso? Combinando saídas com caldenses. E percebendo que esses caldenses não fazem a mais pálida ideia, onde fica o lugarejo que estou a sugerir. Alem disso, generalizou-se por aqui uma espécie de comodismo de viúva de militar. “ Eh pá, é muito complicado ir para aí. Não queres combinar antes ali no Infante ao pé da rotunda?”. Uma preguiça, uma falta de curiosidade, uma atitude do género
“ir beber um copo ao Pato Bravo em S.Martinho ou uma ginjinha no Toupeira em Óbidos já é ir para o estrangeiro.” De certa forma, percebo os benefícios desta falta de vontade em deixar os lugares do costume, este sedentarismo. Nesta altura de pouco "guito" é bom poder acreditar que ir da avenida 1º de Maio ao Avenal já é fazer um safari.

E os meus Óscares vão para:


Sense and Sensibility – Sensibilidade e Bom Senso (1995)





Há qualquer coisa de irresistível nas histórias de amor de tempos passados, quando as mulheres envergavam vestidos maravilhosos, os homens cortejavam-nas com uma elegância sublime e o chá das cinco era um verdadeiro ponto de encontro social. Uma obra-prima de Jane Austen que conta a vida das adoráveis irmãs Elinor (Emma Thompson) e Marianne (Kate Winslet) Dashwood desde o momento em que perdem tudo, até reencontrarem a verdadeira felicidade. Também ajuda que o Hugh Grant anda lá pelo meio! Mesmo hoje, em pleno século XXI, o amor requer apenas algum senso e sensibilidade… nada mais, não acham?

Mundo Imperfeito





Numa ‘March Against Child Labour’ em Nova Iorque, a repórter pergunta a uma criança que acompanha os pais: «Sabes porque é que estás aqui?». O miúdo respondeu: «Sei, é para protestar contra o trabalho infantil dos meninos que são obrigados a fazer Nikes no Vietname». A repórter insistiu: «Tens pena desses meninos?». A criança concordou: «Sim, acho que os meninos do Vietname também deviam poder jogar na Playstation e ver televisão, depois da natação.» 
Estima-se que no Mali, 55% das crianças entre os 10 e os 14 anos trabalhem. No Brasil serão mais de 15% e no Bangladesh cerca de 1/3. No Quénia são mais de 40%. Na China, cerca de 10%. Em todo o terceiro mundo a fotografia é a mesma, o trabalho infantil é não só uma triste realidade, como é, muitas vezes, a normalidade.
Milhões de crianças vietnamitas trabalham, nos arrozais, nas sweatshops, em fábricas de vão de escada que fornecem multinacionais e, principalmente, em casa. Serão os pais vietnamitas gente sem coração nem amor pelos filhos?

É fácil para um europeu do século XXI manifestar a sua indignação por estes números e exigir medidas para banir o trabalho infantil. Infelizmente não é possível acabar com o trabalho infantil gritando em manifestações ou publicando decretos-lei. A solução, a única solução, é o tempo. É esperar que os países mais pobres se desenvolvam, enriqueçam, e que os pais das futuras gerações consigam alimentar os seus filhos sem precisar de sacrificar a sua infância.

A ideia de que se podem castigar os países/empresas onde há trabalho infantil, através de embargos comerciais, essa sim, constitui um crime contra a pobreza. O miúdo do Vietname que passa a noite a coser bolas para a Nike, subcontratado por um qualquer subcontratado de um subcontratado da Nike, é invejado pelo filho do vizinho que trabalha 10 horas por dia nos arrozais ou nas minas e que também gostava mais de coser bolas em casa. Não só pagam melhor, como é uma bênção para os pais vietnamitas ter um filho a trabalhar em casa.
Se o ocidente decide impedir a importação de produtos vietnamitas por causa do trabalho infantil, está apenas a tirar os miúdos de casa e a mandá-los de volta para os arrozais. A alternativa nunca é a Playstation ou os Morangos com Açúcar. É apenas mais pobreza e mais trabalho.
É óbvio que devemos sensibilizar, lamentar e por vezes exigir. Mas não podemos impor a quem nada tem que morra à fome em nome do nosso bem-estar intelectual.
É disto que trata a reportagem da SIC. Das desigualdades que proliferam por esse mundo afora. Desigualdades que para uns são mais trágicas que para outros. Na Europa do Norte, ou melhor, na Dinamarca a grande preocupação é que as desigualdades diminuam entre si e a Finlândia. Os dinamarqueses querem chegar lá…ao nível de (im) perfeição dos finlandeses. Nós queremos quando muito equipararmo-nos aos franceses, já para não dizer, dos espanhóis. E o que dizer dos guineenses? Com toda a certeza que eles desejam as nossas “más” condições, a nossa taxa de desemprego, a nossa qualidade de ensino, o nosso sistema de saúde, etc. O mundo é mesmo isto. Imperfeito.
E um ocidental, não pode fazer nada para acabar com este drama? Pode. Para começar podemos enquanto cidadãos delegar nos nossos políticos a responsabilidade de tomar medidas de apoio aos países subdesenvolvidos. Como por exemplo exigir o levantamento de todas as barreiras alfandegárias que impedem os países mais pobres de iniciar a sua longa caminhada na senda do desenvolvimento. Pode ser solidário. Ser solidário também com o vizinho que mora ao lado, porque não é só na Guiné- Bissau que há dificuldades extremas. Nós por cá também temos muitas famílias que mal conseguem o sustento. E muito sinceramente, acho que esta reportagem deixou muito a desejar no que toca à realidade em que vive a maioria das famílias portuguesas. Como bem sabemos, casais com rendimentos mensais semelhantes ao que vimos na reportagem, ele engenheiro e ela professora e um nível de vida como o que foi mostrado continua a ser o sonho do mundo perfeito, para milhares de portugueses. O sonho…não a realidade. Como não há-de sê-lo para milhões de africanos?
Quanto à Dinamarca…bem, quanto à Dinamarca, sinceramente não me ocorre mais nada a não ser isto:
“Porque protestam estas pessoas?” - perguntou Maria Antonieta.*
“Têm fome. Pedem pão.” - respondeu o cocheiro.
“Se não têm pão, comam croissants.”


(Maria Antonieta, que se tornou rainha consorte de França em 1770 após o seu casamento com Luís XVI. O seu reinado de ostentação e desinteresse pelo povo, durou até à revolução francesa que teve inicio a 5 de Maio de 1789 e terminou a 9 de Novembro de 1799.)

Crise...


“Não me dês conselhos, dá-me dinheiro”, este provérbio espanhol, parece á primeira vista consensual. É sabido que os conselhos não pagam dividas, principalmente numa conjuntura económica dita de crise.
Diz também o saber popular, neste caso em Português, “Não dês de comer, dá uma enxada”.
Será que o défice não é tanto orçamental, mas mais um défice de enxadas ?, Tais como, educação, formação, organização, saúde, cultura cívica. Não serão estas e outras enxadas que semearam a verdadeira qualidade de vida?
Objectivamente, o ditado espanhol é muito mais apelativo que o português, mas a isso também vamos estando habituados, senão vejamos:

Dá-me uma enxada .

Dá-me dinheiro .

Escolham . . .

Se a tua pedra afundar...





O paradigma do séc.XXI: enquanto me deres carinho e tratares de mim, eu vou-te amar. Então, trocamos o nosso amor por um punhado de carinhos e boas intenções. Aprendemos as regras desde a infância: se fores uma boa menina, dou-te um chocolate.
Parece que ninguém é amado simplesmente pelo que é, por existir no mundo da forma como sente, mas sim, pelo que faz em troca desse amor. E quando alguém, por alguma razão, deixa de dar carinho e se afasta? A maioria carrega no botão do desliga-amor, activado pelos medos e sentimentos de abandono, e corre na direcção dos braços mais quentinhos das redondezas. A história ciclicamente renova-se: enquanto fizeres coisas por mim , eu amo-te e fico ao teu lado, porque afinal, em primeiro lugar eu tenho de me amar a mim próprio. Mas que espécie de amor é esse?
É um amor que não serve nem a nós mesmos nem aos outros.
Eu também tenho receios, fantasmas aterrorizantes que atacam de quando em vez, mas não quero acreditar no que eles dizem. Quando saio de uma relação importante, penso que o mundo no qual eu acreditava tem que existir! Deve existir! Nem que este lugar seja apenas num qualquer lugar recôndito, entre a cabeça e o coração... Mesmo que ele não exista em mais recanto algum, se eu, pelo menos, puder construí-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que acredito, o mundo encher-se-á de amor e nunca mais ficará doente. Nesse mundo, ninguém precisará de trocar o melhor de si mesmo por coisa alguma porque todo o amor terá o poder de nascer sozinho entre os dedos das mãos. Qualquer amor que seja puro alimenta-se até do respirar, do contemplar do mar, do fechar dos olhos, do abrir das asas que não temos para voarmos lado a lado. Nesse mundo, as pessoas não se abandonam. Elas nunca se vão embora porque não fomos uns bons meninos. Ou porque ficamos com os braços tão fracos que não conseguimos abraçar e ficar por perto.
Mesmo quando o outro se vai embora, nós não vamos. Ficamos e fazer um jardim, um banquinho cheio de cores do qual cuidamos porque aquele é o banquinho onde repousam as coisas bonitas,as grandes recordações, as marcas que nos deixam os grandes amigos. Quem um dia ocupou um lugar especial na nossa vida, sabe que, a qualquer momento, em qualquer lugar, daqui a quantos anos, não sei, pode simplesmente voltar, sem mais explicações.
No mundo que conhecemos as relações dão-se por aí, mas não têm verdade.
“Eu fico sobre a pedra, enquanto estiveres saudável, amoroso e bem-humorado. Enquanto assim for, nós amamo-nos. Se a pedra se afundar, eu não mergulho para te dar a mão, eu salto para outra pedra e começo outro amor”.
Mas o que pode ser mais arrebatador nesse mundo do que o encontro entre duas pessoas? Para mim, reside aí todo o mistério da vida, a intenção mais genuína de um abraço. Encontrar alguém para encostar a ponta dos dedos no fundo do mar, é o máximo de encontro que pode existir, não mais que isso. Encostar a ponta dos dedos no fundo do mar. E isso não é nada fácil, porque existem os fantasmas do abandono, que desejam a todo instante, interromper os nossos abraços com o medo e a desconfiança.

Mas se eu não entender isto agora, a minha arte será uma grande mentira, as minhas histórias de amor serão todas mentiras, o meu livro será uma grande mentira porque neles o que impera mais que tudo é a lealdade, como um Sancho Pança atrás do seu louco Dom Quixote.
É a certeza de existir um lugar, em algum recanto, onde somos acolhidos por um grande amigo.
Se a tua pedra se afundar, eu salto contigo para te dar a mão.

(Autor Desconhecido)

E os meus óscares vão para:


NOTHING HILL


O que pode acontecer quando a maior estrela do cinema se apaixona por uma pessoa comum? A resposta está neste filme do diretor Roger Mitchell. Com Julia Roberts e Hugh Grant nos principais papéis.Claro que toda a gente já viu, mas rever é sempre delicioso.




Mais uma comédia romântica para elas, que eles também não dispensam.




Wednesday, 20 March 2013

“If you don’t go after what you want, you will never have it. If you don’t ask, the answer is always no. If you don’t step forward, you’re always in the same place.”



Tuesday, 19 March 2013

Saturday, 2 March 2013




Está na hora!

Thursday, 17 January 2013

Fight an Idea

You can break a man's skull, you can arrest him, you can throw him into a dungeon.
But how do you control what's up here?
how do you fight an idea?

(ben-hur - william wyler, 1959)




Os Homens sem Pé no seu Tempo



Das coisas tristes que o mundo tem, são os homens sem pé no seu tempo.
Os desgraçados que aparecem assim, cedo de mais ou tarde de mais, lembram-me na vida terras de ninguém, onde não há paz possível.
Imagine-se a dramática situação dum cavernícola transportado aos dias de hoje, ou vice-versa. A cada época corresponde um certo tipo humano.
Um tipo humano intransponível, feito da unidade possível em tal ocasião, moldado psicologicamente, e fisiologicamente até, pelas forças que o rodeiam. A Idade Média tinha como valores Aristóteles e os doutores da Igreja.
E qualquer espírito coevo, por mais alto que fosse, estava irremediavelmente emparedado entre a Grécia sem Platão e as colunas do Templo.
De nada lhe valia sonhar outro espaço de movimento. Cada inquietação realizava-se ali. O que seria, pois, um Vinci do Renascimento, multímodo, aberto a todos os conhecimentos, a bracejar dentro de tão acanhados muros?

(Miguel Torga)



Saturday, 22 December 2012

Hotel Ruanda



Em 1994 eu estava grávida do Rafael, contava com três anos de jornalismo, um jornalismo pequenino, local, se assim lhe posso chamar. Era afinal uma informação sobre a "politicazinha" dos municípios e freguesias e um relato pouco interessante da vida cotidiana de uns quantos milhares de cidadãos que tal como eu, em 1994 viviam em paz e jantavam calmamente enquanto viam o telejornal.

Lembro-me das noticias sobre os conflitos no Ruanda, lembro-me de pensar neles enquanto um horror distante que não atingia a mim própria nem àqueles que amava.

Lembro-me de dormir bem, mesmo depois de ver as imagens que davam conta de milhares de mortos, de campos de refugiados, de crianças órfãs, vítimas de uma guerra sem razão, como o são afinal todas as guerras. Este conflito político no Ruanda levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias. Sem apoio dos demais países,sem o apoio necessário das Nações Unidas, os ruandenses tiveram que lidar com o horror da crueldade dos seus próprios irmãos.

Existe um filme que é um retrato fiel sobre estes acontecimentos trágicos no Ruanda. Um filme que nos mostra a dimensão da covardia e do ódio que os seres humanos são capazes de deixar crescer nos seus corações e por oposição, a dimensão do amor e da coragem que pode catapultar qualquer um de nós para um mundo completamente novo. Um mundo onde existe um elo fortíssimo entre quem somos e quem queremos ser.

Acima de tudo, uma ligação indestrutível entre a nossa própria vida e as vidas que caminham ao nosso lado. Gostaria de acreditar que este mundo, que afinal não terminou ontem, 21/12/2012, prossegue hoje rumo a um futuro que não poderá jamais confundir-se com o seu passado.

Gostaria de acreditar que este mundo, sob o qual nós continuamos as nossas vidas, terá a povoá-lo vidas que se dão valor, que felizes com o mundo que continua a existir, fazem dele um lugar onde a histórias como as do Ruanda, não voltam a repetir-se.

Acho que em suma, gostaria de acreditar que em cada homem e mulher que caminha sobre a terra, existe um pouco do Paul Rusesabagina. Um homem que contando apenas com a sua coragem, abrigou no hotel mais de 1200 pessoas durante o conflito e com esse acto profundamente altruísta salvou 1200 vidas. É curioso que este homem, Paul Rusesabagina nunca foi nomeado para um Nobel da Paz. Nunca foi aclamado, ou agraciado com uma medalha de mérito. Ao contrário, o Srº Obama teve essa honra, mesmo que (apenas um exemplo),mais de 500 crianças tenham perdido a vida no Paquistão, aquando dos ataques com aeronaves não tripuladas. Gostaria por isso, também de acreditar que este mundo novo onde tantos de nós desejam viver, um Nobel da Paz, seja efectivamente um louvor a quem luta por ela.

Deixo-vos com a sugestão do filme. Vale a pena ver.Não para que chorem,(como eu fiz) mas para que desejem ardentemente que a nossa capacidade de aprender com os erros não tenha sido abalada, porque isto, meus amigos, foi um monumental erro, para somar a tantos outros que já cometemos.


Thursday, 22 November 2012

E os meus Óscares vão para:


O ÚLTIMO SAMURAI 

(HONRA, SABRES E TRADIÇÃO)


Tom Cruise é Nathan Algren, um oficial americano que se reencontra no mundo dos Samurai. Uma abordagem muito interessante ao eterno conflito entre a tradição e a modernidade. Um dos grandes filmes de 2004! Edward Zick sempre teve uma paixão pelo cinema de época. Glory e Lendas de Paixão explicam-vos melhor do que eu, o significado desta paixão do realizador que, com "O Último Samurai", consegue fazer do filme algo mais do que um veículo de promoção à mega-estrela Tom Cruise.




Parecendo que não, O Último Samurai é essencialmente uma crítica aos Estados Unidos. Uma crítica à sua política de expansão para Oeste, que só foi conseguida através de sucessivos massacres de tribos indias, os verdadeiros elementos tradicionais de um país que se convencionou chamar Estados Unidos da América. Nathan Algren é dos poucos americanos que ainda tem o discernimento para perceber que há coisas que são mais importantes que a glória. Sendo assim, encharcado em alcoól, Algren embarca para o Japão, a longinqua terra do sol nascente, para fazer exactamente o oposto que defende: treinar os exércitos japoneses na arte da guerra ocidental.
Mas no entanto chegando ao Japão, Algren redescobre na cultura samurai o mesmo espírito que a América possuía nas tribos indias. Nesse sentido, Algren redime-se ao associar-se aqueles que, na sua terra natal, ajudou a destruir. É assim que, ao lado dos samurais, defensores da tradição da cultura japonesa, que Algren recupera a sua honra.





Neste final do Século XIX o Japão estava numa encruzilhada histórica. O novo imperador Meiji era um homem fraco, controlado habilmente pelos magnatas japoneses que, a pouco e pouco, foram trocando a cultura tradicional nipónica pelos costumes do Ocidente. Enfrentando estes capitalistas orientais está Katsumoto, líder dos Samurais e mestre do Imperador. Apoiando-se numa cultura militar milenar, Katsumoto derrota os exércitos ocidentais do ministro capitalista Omura, e captura Algren. A principio seu prisioneiro, Algren torna-se seu amigo e a pouco e pouco companheiro. É ele quem o resgata do cativeiro e é ao seu lado que ambos se preparam para a última batalha da sua vida.



Apesar do filme ter uma notável fotografia, num retrato muito bem conseguido de uma pequena comunidade rural nas montanhas japoneses, é a cena da batalha final que tem maior poder visual, a lembrar um pouco Os Sete Samurais e Ran - O Senhor da Guerra do mestre Akira Kurusawa.

É bom ver filmes assim!!

Monday, 15 October 2012

Como bons carneiros, serenos e povo bem mandado que somos.




Daqui por uns anos valentes, quando tivermos netos, vamos contar-lhes - dissimuladamente ufanos - esta época de crise que vivemos e vamos pintar o cenário muuuuuuiiiiiiiiittoooooo neeegrooooo, e que eles são uns afortunados enquanto nós tivemos que andar a penar para trabalhar como doutores e engenheiros e, ui ui, nesse nosso tempo, era um iPhone 4 e dois carros para uma família de 5 pessoas, assim como tínhamos que viver todos empilhados num pequeno T3. E, vamos ainda acrescentar que tivemos que passar muitas dificuldades para eles poderem ter uma vida melhor porque as portagens no nosso tempo eram pagas e olha, tínhamos que ir de férias para o Algarve e para a Nazaré. E que as mulheres no nosso tempo, coitadinhas, só conseguiam comprar 4 ou 5 sapatos de saltos altos por mês e quando muito mais duas ou três malas. Ahhh... e como sofriamos!! Como nos debatiamos com a amarga realidade de não sermos todos famosos, ricos e giros. Ah, isso e ter um BMW...Que miseráveis!

Monday, 1 October 2012

Friday, 28 September 2012

E os meus Óscares vão para:




"Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele... E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele... Apesar da doença. Mas haverá mais. Todos os dias, ele lê-lhe a história de um simples rapaz sulista e de uma rapariga destinada a brilhar na high society.




A primeira paixão, clara como uma manhã orvalhada de maravilha e descoberta. Afastados depois pela impiedosa exigência do abismo que os separa. Catorze anos mais tarde, ele é um sobrevivente da guerra e ela está a poucos dias de tornar-se a mulher de outro homem. Mas volta por uma necessidade imperiosa de o rever. O reencontro traz de novo toda a magia. Terá o amor poder suficiente, desta vez? Mas haverá mais. Sempre."



Este é o resumo encontrado na contracapa de um livro intitulado "O diário da nossa paixão" de Nicholas Sparks. Um livro fascinante que deu lugar a um filme igualmente sedutor e comovente... uma história que nos mostra o quanto vale a luta pelos nossos objectivos, principalmente quando o objectivo é o amor...
Para lêr ou vêr e chorar por mais.


Sunday, 1 July 2012



Desde já, agradeço aos meninos da banda Maus Hábitos, que ontem tocaram e bem, perto de Alcanede. Estive lá (nos ensaios) e gostei muito. Confesso que foi emocionante ouvir as minhas letras musicadas.

Obrigada ao vocalista João vicente que as cantou lindamente. Grande voz. Ao baterista Pedro Mota, que imprimiu ali muita energia boa. Ao baixo, Hugo Coimbra que foi um elo de ligação muito harmonioso entre todos. E claro ao guitarrista,Filipe Petrucci, pelos seus espetaculares solos. Gostei muito. Espero que continuem. Estão de parabéns.



Saturday, 30 June 2012

¿Por qué no te callas?

Ter de ver um programa com a Júlia Pinheiro faz-me querer atirar a televisão ao chão. As pessoas dizem que são certos e determinados desenhos animados que colocam ideais de violência na mente dos mais novos e sensíveis. Calem-se essas pessoas. Não sabem do que falam. É a Júlia Pinheiro. Ela é que vai ser a responsável pelo aparecimento de Serial killers sem precendentes, cópias perfeitas do Jack "o estripador" e novas formas de insanidade mental colectiva. É a Júlia Pinheiro a última gota na mente de um rapazinho que, ao não ter televisão por cabo nem Internet, pegará na caçadeira do seu pai e começará a disparar contra tudo o que se mexe como se não houvesse amanhã. O que tecnicamente aconteceria, visto que seria um caso de homicídios em massa barra suicídio. Mas as acções do rapazinho constituem um pecado e, por isso, o rapazinho terá pela frente umas férias permanentes no Inferno. Mas o Inferno é, tal como o nome diz, um inferno. Logo, o rapazinho será condenado a ver o programa da Júlia Pinheiro para toda a eternidade. Até ao dia em que escapará daquele pesadelo e a sua alma vagueará pelo mundo dos vivos, assombrando um outro rapazinho, que tal como ele, também verá a televisão por cabo e a Internet como uma quimera e a quem, cada vez mais, a arma de seu pai parecerá mais desejável. Mas a alma do primeiro rapazinho preveni-lo-á. Preveni-lo-á para que não cometa o mesmo erro que ele.

Se é para matar gente, que comece pela Júlia Pinheiro. Pelo menos assim, ambos os rapazinhos serão poupados a uma eternidade de sofrimento.


Friday, 24 February 2012

nhónhó


Se eu colocasse aqui uma foto de piadola fácil, ali a roçar o brejeiro, que mete o SLB e o Yanick nhónhó, vocês ficavam muito abespinhados???

Ao longo da vida, são muitas as decisões de que nos vamos arrependendo - desconfio sempre daquelas pessoas seguras de que voltariam a fazer tudo igual, se pudessem voltar atrás, mesmo quando a evidência mostra o contrário.
Hoje à noite, por exemplo, ao abrir a porta do frigorífico arrependi-me amargamente de não ter comprado chocolates na última vez que fui ao supermercado. Cheguei a parar em frente à prateleira, mas desisti. Se pudesse voltar atrás...

Ursos...


"Os ursos polares adoram o frio. Os bipolares às vezes adoram, às vezes não..."

(Hoje estou muito virada para a merdice que ando a ler nos jornais):




Li uma entrevista com uma socialite que dá pelo nome de vicky e que pelos vistos é o cúmulo da elegância mas que tem a boca à banda (o que não é nada elegante, para já). Na dita, a vip dizia, entre outras barbaridades que “não gostaria que a namorada do filho fosse mais alta do que ele nem que fosse vulgar”. Para definição de elegância, pelo menos ao nível dos valores e da conversa, parece que estamos conversados. Acontece que a senhora, que respira dondoquisse pacóvia por todos os poros, não só é “especialista em estudos franceses” (LOL) como escreveu um livro sobre qualquer coisa como "a arte de bem vestir" (e portanto agora foi promovida à categoria de “escritora” encartada). E parece que dá uns conselhos de moda numa revista qualquer ou num suplemento de fim de semana, não sei (o que a eleva igualmente à categoria de "cronista"). Diz ela que, este inverno, devemos evitar as túnicas estampadas, as saias curtas, os decotes profundos, os brincos compridos, a mistura de cores, enfim, tudo o que seja basicamente “étnico”. Fiquei mais descansada. Pois é tudo o que vou usar este Inverno. Que bom que é ser vulgar e só me preocupar com que o(a) namorado(a) da minha(meu) filha(o) a(o) faça feliz.

Thursday, 16 February 2012

Deambulações Semânticas







O amor não se faz, acontece. Essa expressão é feíssima. Ama-se, faz-se sexo, mesmo que seja com amor. Isso é um preconceito português de achar que foder é só com as putas. Um dos grandes tabus da humanidade continua a ser o sexo. Como é possível viver os dias de hoje sem prazer? O sexo não serve só para procriar! Acho a expressão ‘fazer amor’ muito pouco ‘tesuda’.(…)

Trecho de uma entrevista ao Rogério Samora, publicada na revista Tabu, do jornal Sol, de 27/10/2007.

Achei interessante o que ele disse. Realmente, o amor não se faz, acontece. Depois pode ser enriquecido e fortalecido com outras coisas, mas é algo que “acontece”. Já o sexo faz-se. A expressão “fazer amor” é muito certinha e politicamente correcta. Mentalmente associo-a a sexo essencialmente “ternurento”. É uma expressão “fofa”, querida, doce, segura de utilizar em qualquer contexto. Já “fazer sexo” soa-me estranha, tipo linguagem médica ou científica. Depois há as “relações sexuais”, que é algures entre “fazer amor” e “fazer sexo”. Não faz sentido ser usada para descrever o sexo, ou faz? Porque parece que se refere à relação entre as pessoas envolvidas, querendo dizer que o sexo faz parte dessa relação, ou é aquilo que a define. Mas também pode ser uma relação afectiva, amorosa, fraterna, sei lá. Não gosto muito da expressão, é cerimoniosa. Já “foder” é uma expressão muito mais interessante. Tem uma carga erótica muito forte e só o seu uso já é estimulante. A não ser que seja num contexto em que palavras deste género são ditas a torto e a direito, como adjectivos, verbos, substantivos e até pontuação. A banalidade cansa, e o uso destas expressões para significar insultos leva à descontextualização das mesmas, perdendo o seu sex appeal.

Vi algures que a palavra “foder” vem do “latim vulgar “futére”: ter relações com mulher”. Desconheço a razão por que tal palavra é usada para insultar. Se toda a gente gosta de sexo, porque é que é insultuoso dizer a alguém “vai-te foder” ou é mau sinal quando alguém diz “estou fodido”? Será que a opressão e desconsideração das mulheres pelos homens é que levou a que este tipo de expressões signifique, basicamente, que quem fode é o maior, está no topo da hierarquia, no controlo da situação, e que quem é fodido é lixado, humilhado?

Enfim, deambulações semânticas...

P.S.: Achei piada a esta adulteração de um ditado popular: “Deitar cedo e cedo erguer, só se for para foder.” lol... Sou forçada a concordar.

Thursday, 22 September 2011

(Ainda não abordei o assunto e temo que mais uns dias e já não faça sentido fazê-lo)

Receio bem que este ataque a Kadhafi que culminou na sua (mais que desumana) morte,não nos traga nada de bom. Apesar dos crimes horrendos que perpetuou contra a humanidade,nos últimos anos ele estava numa fase diferente da sua actuação politica, tendo inclusivamente abandonado o programa de armas químicas e biológicas (quem nos dera que o Irão fizesse o mesmo no que diz respeito ao nuclear) e não menos importante era um forte aliado do Ocidente contra o terrorismo, principalmente o que advém dos islamistas nomeadamente a Al Qaeda. Considero sobretudo irónico e uma grande falta de princípios/honestidade, que tenha sido precisamente Sarkozy, o grande mecenas desta revolução na Líbia, quando foi precisamente kadhafi quem patrocinou a sua campanha nas ultimas legislativas de França. Considero ainda uma grande falta de princípios e digo mesmo SACANICE que se tenha dado caça a Kadhafi precisamente depois de este ter "deposto" as armas (com o fim dos tais programas de armas químicas e biológicas que já referi). Tendo em conta que dentro da CNT (Conselho Nacional de Transição) estão reunidos islamistas, democratas, republicanos, monárquicos, em suma, uma miscelânea de ideologias que em nada se colam umas nas outras e cujo único ponto de acordo foi a caça ao homem,não acredito que destes rebeldes que nada tinham ou têm de" freedom fighters",( como se pode ver pela forma como executaram Kadhafi) venha alguma coisa de positivo para nós europeus. Para mim, esta caça, esta morte, nesta altura do campeonato foi apenas o primeiro empurrãozinho que abre as portas do Ocidente à invasão islamista. E claro está, eu que sou uma parva e não percebo nada do assunto, estarei talvez a divagar estupidamente e a dar conta de uma opinião tão disparatada quanto indigna de qualquer crédito. E Deus queira que assim seja! Mas...a sério...não me parece.É tudo uma questão de tempo e neste caso não será preciso muito.


Monday, 19 September 2011

Segundo o Correio da Manhã, o Figo (sim o Figo, o nosso querido Figo que ficou mais ou menos conhecido por jogar futebol, muito conhecido por ter muito dinheiro e imensamente conhecido por ter casado com aquela boazona sueca, Helen Svedin), pretende adquirir ou adquiriu o 12º ano nas Novas Oportunidades. Bom...com ou muito "suco" eu chamava-lhe um "figo" na mesma.:))