Wednesday, 22 January 2014
Monday, 20 January 2014
Through the Wormhole
A ver a série documental Through the Wormhole narrada por um dos meus actores preferidos, Morgan Freeman. De vez em quando sinto os meus "tico e teco" a cambalear até caírem para o lado, mas vale a pena. Efectivamente, Deus preenche na perfeição a lacuna que existe no nosso conhecimento.
Resta saber se quanto mais conhecemos mais nos afastamos Dele ou pelo contrário, mais nos aproximamos.Acredito que, conheça-se o que se conhecer,a existência de um Criador vai muito além de uma questão de conceitos ao mesmo tempo em que se resume a uma simples questão de nomes. Não ficarei espantada se um dia descobrirmos que andamos há milénios a rezar, a tentar das mais diversas formas uma conexão com o que é afinal um imenso emaranhado de equações matemáticas, quânticas, ou um complexo evento cósmico do qual resultaram as 4 forças que parecem comandar o universo ou, (como afirmam alguns homens da ciência) os multiversos.
Seja qual for o resultado das próximas descobertas, de uma coisa também sei que ninguém me consegue convencer: que somos obra do acaso.
E porquê? Porque se é perfeito demais, não pode ser casual. E tudo o que nos rodeia, inclusive nós, com as nossas imperfeições, somos perfeitos demais.
Saturday, 18 January 2014
Acabei de ler hoje o livro de José Luis Peixoto que se chama "Livro". No caso de algum realizador sentir uma vontade incontrolável de adaptar este romance ao cinema, sugiro um nome igualmente fantástico: "Filme".
O amor é um animal selvagem que chega até nós em silêncio. Aloja-se em nós e ocupa cada ponto do nosso corpo, mais…toda a nossa vida. O seu poder é de contaminação total. O amor é esse conflito permanente: liberta e agarra, é doçura e amargura, refaz e desfaz, ressuscita e adormece, faz-nos sonhar e confronta-nos com a realidade pura e dura. Dá à luz. Mas também tem o poder de nos matar. No amor oscilamos entre tudo poder ser e nada poder ser, a impossibilidade de tudo. É isto o amor…é disto que é feita a vida
Friday, 17 January 2014
Thursday, 9 January 2014
Noticia de última hora:
José Sócrates não voltará a justificar as suas opções clubistas.
Decepcionado com os portugueses, devido ao impacto negativo que tiveram as suas declarações após a morte de Eusébio, José Sócrates garante que se Cristiano Ronaldo morrer primeiro do que ele, nunca explicará porque é que foi sempre do Sporting.
" Recusar-me-ei a contar ao povo português, as recordações que tenho daquele dia 31 de Fevereiro, um dia inesquecivel, em que vinha da escola, e decidi, graças a Cristiano Ronaldo, ser um adepto leal ao Sporting, para toda a minha vida".
Wednesday, 8 January 2014
"E no meio de um inverno eu finalmente aprendi que havia dentro de mim um verão invencível."
Albert Camus
Albert Camus
Friday, 3 January 2014
Mango recusa-se a pagar indemnização por 1100 mortos no Bangladesh
Janeiro 2, 2014 - Análise, Internacional
Oito meses depois da tragédia que vitimou mais de 1100 trabalhadores precários que faziam roupa para multinacionais europeias e americanas no Bangladesh, foi criado um fundo de 40 milhões de dólares para compensar as famílias das vítimas. Várias das empresas que exploravam estes trabalhadores que recebiam até 38 euros por mês – Bonmarché, El Corte Inglés, Loblaw, Primark, concordaram em contribuir para o fundo. A Mango recusa-se a pagar, divulgou o New York Times.
A tragédia da Rana Plaza, em Savar, no Bangladesh, é apenas mais uma das horríveis faces do modelo de exploração máxima e precarização total do trabalho. Foi em Abril de 2013 que, mesmo com a ameaça clara de derrocada (havia uma racha aberta visível no edifício e houve avisos para que as pessoas não fossem trabalhar), os patrões locais das multinacionais estrangeiras apressaram quem trabalhava na gigante fábrica de roupas a entrar para cumprir os prazos das encomendas. Entre elas estavam encomendas de pólos e tshirts da Mango, entre várias outras empresas.
A tragédia constituiu mais um marco negro da história da super-exploração. Quem trabalhava na Rana Plaza ganhava tão pouco quanto 38 euros por mês, sem horários regulados e sob a pressão constante das encomendas. A escravatura é o modelo de trabalho das empresas que fazem a sua fortuna com a precariedade total.
O modelo económico destas empresas multinacionais baseia-se no corte de custos com as matérias primas, na desregulação do trabalho, na sua deslocalização para os locais com as piores condições sociais, laborais e ambientais possíveis, como é o caso do Bangladesh. E em nenhum caso as empresas se responsabilizam pelas consequências do que acontecer a quem vive nestes locais e trabalha para que os seus lucros sejam máximos. As vendas anuais da Mango são de 10 mil milhões de euros.
A Mango encontra-se em crescimento, e a sua estratégia foi cortar os seus preços para responder à recessão desde 2008. Fê-lo baixando os custos de mão-de-obra através de outsourcing e deslocalização da produção. A sua deslocalização para o Bangladesh fazia parte desta estratégia, e segundo os trabalhadores produziam-se já roupas da Mango em Rana Plaza.
A empresa espanhola afirma que estavam ainda em fase de testes e recusa-se portanto a contribuir para o fundo de apoio às famílias dos trabalhadores.
Rana Plaza é o mundo de sonho de todos aqueles que defendem a flexibilidade, a competitividade e a concorrência como forma de pôr todas as pessoas que trabalham no mundo a correr para o precipício. Rana Plaza é o desfecho da competição máxima. E muitas destas empresas lavam as suas mãos de pagar qualquer compensação, porque há milhares de outras Rana Plaza para onde deslocalizar-se, e centenas de milhões de outras pessoas para trabalhar a 38€/mês. Em Rana Plaza produzia-se roupa para a Benetton, a Bonmarché, a Cato Fashions, a The Children’s Place, El Corte Inglés, Joe Fresh, Mango, Matalan, Primark e Walmart.
Oito meses depois da tragédia que vitimou mais de 1100 trabalhadores precários que faziam roupa para multinacionais europeias e americanas no Bangladesh, foi criado um fundo de 40 milhões de dólares para compensar as famílias das vítimas. Várias das empresas que exploravam estes trabalhadores que recebiam até 38 euros por mês – Bonmarché, El Corte Inglés, Loblaw, Primark, concordaram em contribuir para o fundo. A Mango recusa-se a pagar, divulgou o New York Times.
A tragédia da Rana Plaza, em Savar, no Bangladesh, é apenas mais uma das horríveis faces do modelo de exploração máxima e precarização total do trabalho. Foi em Abril de 2013 que, mesmo com a ameaça clara de derrocada (havia uma racha aberta visível no edifício e houve avisos para que as pessoas não fossem trabalhar), os patrões locais das multinacionais estrangeiras apressaram quem trabalhava na gigante fábrica de roupas a entrar para cumprir os prazos das encomendas. Entre elas estavam encomendas de pólos e tshirts da Mango, entre várias outras empresas.
A tragédia constituiu mais um marco negro da história da super-exploração. Quem trabalhava na Rana Plaza ganhava tão pouco quanto 38 euros por mês, sem horários regulados e sob a pressão constante das encomendas. A escravatura é o modelo de trabalho das empresas que fazem a sua fortuna com a precariedade total.
O modelo económico destas empresas multinacionais baseia-se no corte de custos com as matérias primas, na desregulação do trabalho, na sua deslocalização para os locais com as piores condições sociais, laborais e ambientais possíveis, como é o caso do Bangladesh. E em nenhum caso as empresas se responsabilizam pelas consequências do que acontecer a quem vive nestes locais e trabalha para que os seus lucros sejam máximos. As vendas anuais da Mango são de 10 mil milhões de euros.
A Mango encontra-se em crescimento, e a sua estratégia foi cortar os seus preços para responder à recessão desde 2008. Fê-lo baixando os custos de mão-de-obra através de outsourcing e deslocalização da produção. A sua deslocalização para o Bangladesh fazia parte desta estratégia, e segundo os trabalhadores produziam-se já roupas da Mango em Rana Plaza.
A empresa espanhola afirma que estavam ainda em fase de testes e recusa-se portanto a contribuir para o fundo de apoio às famílias dos trabalhadores.
Rana Plaza é o mundo de sonho de todos aqueles que defendem a flexibilidade, a competitividade e a concorrência como forma de pôr todas as pessoas que trabalham no mundo a correr para o precipício. Rana Plaza é o desfecho da competição máxima. E muitas destas empresas lavam as suas mãos de pagar qualquer compensação, porque há milhares de outras Rana Plaza para onde deslocalizar-se, e centenas de milhões de outras pessoas para trabalhar a 38€/mês. Em Rana Plaza produzia-se roupa para a Benetton, a Bonmarché, a Cato Fashions, a The Children’s Place, El Corte Inglés, Joe Fresh, Mango, Matalan, Primark e Walmart.
Monday, 30 December 2013
2013, há-de ser um dia,o melhor ano das nossas vidas!
Proponho-vos o seguinte exercício: Agarrem num dos livros de crónicas do Miguel Esteves Cardoso que está por aí esquecido e abandonado na estante da sala. Sim, pode ser esse: "A Causa das Coisas", ou qualquer outro escrito nos anos 80. Sacudam-lhe o pó e abram numa página ao calhas.
Se abriram numa página em que o autor fala sobre o culto das alcatifas ou sobre salgados que já não existem - como o Salgado Zenha - façam uma segunda tentativa. Sim, pode ser aí.
Leiam com atenção o costume tuga que é impiedosamente escalpelizado. Vão reparar com uma certa consternação que o nosso Portugalzinho continua arrepiantemente igual. Não há nada a fazer. Para o bem e para o mal, quase 30 anos de integração europeia deixaram a nossa essência tuga absolutamente intacta. Podemos ter agora I-Pods, I-Pads e todo o tipo de I-parvoíces mas continuamos a ser os mesmos I-tugas que sempre fomos. Portugal está entranhado em nós e não há anti-nódoas que nos consiga remover de nós próprios.
Vejam, por exemplo, a página 207:
"...Faltava reparar na característica essencial do optimismo português: nomeadamente, que ele não visa nem o presente nem o futuro. Não. O optimismo português faz-se sentir exclusivamente em relação ao passado. É, numa palavra, retroactivo."
Todos nós o sabemos e sentimos: no fundo, acreditamos que o passado vá melhorar para todos nós. Cada dia que passa, o passado torna-se mais desejável. Lá, há um lugar para todos os portugueses. Nunca chove, nunca inflaciona, nunca falta alegria.
"...Há séculos que os portugueses se empenham em preparar e construir um Passado digno para os bisavós. É por isso que os profetas dos portugueses são os historiadores, e as utopias nacionais nada têm a ver com amanhãs - foram ontem. A lógica ancestral é a do "deixa passar". Logo que uma coisa passa para o passado, passa a ser a melhor de todas.
Isto deve-se ao jeito enorme que temos para esquecer as misérias. Um português que tenha passado a mocidade fechado numa jaula infecta a pão e água, acusado de crimes que não cometeu, lembra-se da experiência como mais ninguém neste mundo. Passados uns anos, dirá qualquer coisa como "Ah, eu nessa altura não tinha nada, mas era feliz. Tinha a minha salinha, o meu pãozinho, o meu cantarozinho de águinha fresquinha, e ninguém me chateava, a não ser quando era espancado regularmente por uns tipos porreirinhos que tudo faziam para que eu não me maçasse".
Tudo o que passou é bonito aos olhos portugueses e a língua reserva-lhe os mais ternos diminutivos. Quando alguém morre, por exemplo, torna-se universalmente amado e sobe aos topes que em vida nunca alcançou. Isto irrita alguns, sobretudo os vivos que teimam em ser amados antes do tempo certo (ou seja, enquanto ainda estão vivos).
"...Em 2003, 1983 será um dos melhores anos das nossas vidas, e 2003 será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto estamos felizes e bem servidos neste ano de 1984".
(MEC, in "A Causa das Coisas)
Em 2014, 2003 será um dos melhores anos das nossas vidas e 2014, será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto fomos felizes e bem servidos neste ano de 2013, e no ano logo a seguir sentiremos uma nostalgia ímpar e um brilhozinho nos olhos de cada vez que recordarmos a nossa felicidade tão perfeitamente vivida em 2014. Não duvidem. Em vez disso aproveitem e sejam mesmo muito felizes!
Vejam, por exemplo, a página 207:
"...Faltava reparar na característica essencial do optimismo português: nomeadamente, que ele não visa nem o presente nem o futuro. Não. O optimismo português faz-se sentir exclusivamente em relação ao passado. É, numa palavra, retroactivo."
Todos nós o sabemos e sentimos: no fundo, acreditamos que o passado vá melhorar para todos nós. Cada dia que passa, o passado torna-se mais desejável. Lá, há um lugar para todos os portugueses. Nunca chove, nunca inflaciona, nunca falta alegria.
"...Há séculos que os portugueses se empenham em preparar e construir um Passado digno para os bisavós. É por isso que os profetas dos portugueses são os historiadores, e as utopias nacionais nada têm a ver com amanhãs - foram ontem. A lógica ancestral é a do "deixa passar". Logo que uma coisa passa para o passado, passa a ser a melhor de todas.
Isto deve-se ao jeito enorme que temos para esquecer as misérias. Um português que tenha passado a mocidade fechado numa jaula infecta a pão e água, acusado de crimes que não cometeu, lembra-se da experiência como mais ninguém neste mundo. Passados uns anos, dirá qualquer coisa como "Ah, eu nessa altura não tinha nada, mas era feliz. Tinha a minha salinha, o meu pãozinho, o meu cantarozinho de águinha fresquinha, e ninguém me chateava, a não ser quando era espancado regularmente por uns tipos porreirinhos que tudo faziam para que eu não me maçasse".
Tudo o que passou é bonito aos olhos portugueses e a língua reserva-lhe os mais ternos diminutivos. Quando alguém morre, por exemplo, torna-se universalmente amado e sobe aos topes que em vida nunca alcançou. Isto irrita alguns, sobretudo os vivos que teimam em ser amados antes do tempo certo (ou seja, enquanto ainda estão vivos).
"...Em 2003, 1983 será um dos melhores anos das nossas vidas, e 2003 será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto estamos felizes e bem servidos neste ano de 1984".
(MEC, in "A Causa das Coisas)
Em 2014, 2003 será um dos melhores anos das nossas vidas e 2014, será, sem dúvida, o pior de sempre. É preciso, por isso, esperança: basta esperarmos vinte anos para vermos quanto fomos felizes e bem servidos neste ano de 2013, e no ano logo a seguir sentiremos uma nostalgia ímpar e um brilhozinho nos olhos de cada vez que recordarmos a nossa felicidade tão perfeitamente vivida em 2014. Não duvidem. Em vez disso aproveitem e sejam mesmo muito felizes!
Sunday, 29 December 2013
Um Livro para ler em 2014:"A menina que roubava livros." de Markus Zusak. Já é um filme e a estória passa-se na Alemanha Nazi. E para 2014, vai comigo também uma certeza. Talvez a única. Um dia a história (a história mesmo e não a estória), há-de olhar para trás e louvar o que o Hitler fez de bom. Por exemplo, foi ele que matou o Hitler.
Saturday, 28 December 2013
E este ano a série que me fez esperar e desesperar por novos episódios foi esta: The Game Of Thrones. Tenho tantas saudades tuas,khaleesi! E gosto tanto do que tu escreves, George RR Martin!Temporada nova, aparece depressa por favor!
Friday, 27 December 2013
Dúvidas existenciais que não passam com chocolate e que levo para 2014:
Casa dos Segredos 1: Quem é que no seu perfeito juízo perde tempo a ver aquilo?
Casa dos Segredos 2: O horário para pornografia na televisão não devia limitar-se ao pós- midnight?
Saltos de 18 cm: Porque é que eu não consigo correr com eles? Correr?? Andar!...Andar já é utopia!
Escritores: Alguém que não consegue escrever uma frase com 10 palavras sem dar 20 erros pode escrever livros?
Atracção: é uma coisa que podemos sentir por outros e que os carros também têm?
Jet 7: Quem é a Paula Bobone e porque é que ela escreve livros sobre etiqueta?
Teorias da Conspiração: Porque é que os believers da "coisa" continuam a chamar-lhes "Teorias"?
Expressões: É suposto que as expressões" Vai-te fo**", "Andoriiii" e "Não és a última Coca-Cola do deserto" me causem tanta satisfação e pena em simultâneo?
Casa dos Segredos 2: O horário para pornografia na televisão não devia limitar-se ao pós- midnight?
Saltos de 18 cm: Porque é que eu não consigo correr com eles? Correr?? Andar!...Andar já é utopia!
Escritores: Alguém que não consegue escrever uma frase com 10 palavras sem dar 20 erros pode escrever livros?
Atracção: é uma coisa que podemos sentir por outros e que os carros também têm?
Jet 7: Quem é a Paula Bobone e porque é que ela escreve livros sobre etiqueta?
Teorias da Conspiração: Porque é que os believers da "coisa" continuam a chamar-lhes "Teorias"?
Expressões: É suposto que as expressões" Vai-te fo**", "Andoriiii" e "Não és a última Coca-Cola do deserto" me causem tanta satisfação e pena em simultâneo?
Para ir a Óbidos ainda antes de 2014. Porque em lugares que temos no coração somos sempre felizes.
"Deixamos algo de nós para trás ao deixarmos um lugar. Permanecemos lá apesar de termos partido e há coisas de nós que só reencontramos lá voltando. Viajamos ao encontro de nós ao irmos a um lugar onde vivemos uma parte da nossa vida, por muito breve que tenha sido."
texto do filme | night train to lisbon
Thursday, 26 December 2013
Uma espécie de mantra para 2014:
Paciência...
Entender que tudo tem o seu tempo. que tudo vem a seu tempo. dar o tempo necessário. para crescer. para florescer. aceitar o ciclo da vida. respeitar o fluxo do tempo. observar o tempo passar. esperar o tempo certo. para plantar. para colher. para agir. para seguir. para aprender.
(Caio Fernando Abreu)
Thursday, 19 December 2013
Tuesday, 17 December 2013
Quem mais faz anos hoje para além de mim? Eles! Os Simpsons. 24 primaveras. Como os adoro, aqui ficam os meus parabéns. (devia de ser feriado hoje, não era?)
Monday, 16 December 2013
Arritmias
Advertência:(sugerida por Rafael Pinto Borges -para que não se leia a coisa)
Existe uma arritmia ténue
no coração de quem recusou
o amor de outrém, um coração
ténue que se sobrepõe ao que
já se tem.
(valter hugo mãe)
Thursday, 12 December 2013
to believe...
I´m no different.
i have to believe in a world outside my own mind. i have to believe that my actions still have meaning, even if i can't remember them. i have to believe that when my eyes are closed, the world's still there.
do i believe the world's still there? is it still out there?
... yeah. we all need mirrors to remind ourselves who we are.
i'm no different.
i have to believe in a world outside my own mind. i have to believe that my actions still have meaning, even if i can't remember them. i have to believe that when my eyes are closed, the world's still there.
do i believe the world's still there? is it still out there?
... yeah. we all need mirrors to remind ourselves who we are.
i'm no different.
Sunday, 24 November 2013
Isto levanta muitas dúvidas. Aqui está um produto que me faz pensar:
- serve para quê exactamente? é só pelo efeito estético?
- há em vários tamanhos ou são de tamanho único?
- portanto a ideia é *schplufpt* e já está?
- o que fazer se estiver de saia, ao balcão do snack-bar a falar com o Sr. Fernando, e isto cair ao chão? E se ele se prontificar para apanhar? A meio caminho do resgate feito pelo Sr. Fernando, deverei pontapear o senhor "sem querer" de forma a distraí-lo durante os 5 segundos necessários para eu deitar mão à "coisa" ou resta-me fingir que a "dita" é apenas um acessório do telemóvel?
Thursday, 7 November 2013
A Margarida voltou à “ribalta”.
Contrariando o nome do seu último romance “ Há sempre uma primeira vez”, a ex-critora cai pela segunda em desgraça, quando abre a boca para falar de outra coisa que não seja o amor.
Depois do episódio 1: “Gordinhas são asquerosas e ficavam bem empaladas”, segue-se o episódio 2 “ portugueses que se manifestam contra a crise causam-me pena e repulsa”. Isto é mau. Muito mau sobretudo para ela, para a Bertrand e afins que correm o risco de ver uma baixa de vendas nos folhetins cor-de-rosa que a Margarida ass(ass)ina. Mas sejamos realistas: Isso não vai acontecer.
E porquê? Porque como ela diz (e agora vem a parte do salvamento) a Margarida tem razão.
Os portugueses têm mesmo memória curta. De entre várias coisas de que nos esquecemos com uma frequência irritante, é que este governo e os anteriores foram escolhidos pela maioria.
Fomos nós que os colocámos no pedestal em qu(e)estão.
Não me parece que eu possa chamar de assassino a um tipo que passa por mim na rua e a quem eu dou uma arma e toda a liberdade para que ele me mate. Quando muito, a isso, eu chamo morte consentida. Eutanásia, portanto.
Ora, tendo em conta que as manifestações nas galerias do parlamento (e foi contra este tipo de manifestação que a senhora se insurgiu) resultam sempre neste tipo de insultos aos deputados e demais membros do governo, parece-me a mim, são completamente inúteis e sim, também fico triste quando vejo pessoas que querem ser respeitadas mas não se dão ao respeito.
Não sou contra as manifestações, entenda-se, sou é a favor de mais acção e menos crítica fácil. Sou a favor de que as pessoas se unam no sentido de conhecerem bem as regras do jogo (político) de forma a serem capazes de reconhecer os seus vícios e eliminá-los de uma vez por todas ou na hipótese mais realista, minimizá-los.
A Margarida ainda diz: "Não foi este governo que colocou o País na situação em que ele se encontra. Houve vários governos anteriores, com medidas suicidas, que nos puseram na situação em que estamos hoje".
Independentemente de muita gente achar que este é o pior governo de sempre, e é legítimo que assim se pense, convém não esquecer (e aqui voltamos à memória curta) que o País não está na situação em que está por culpa exclusiva do executivo de Passos Coelho. Ou querem lá ver que estava tudo a correr lindamente antes de ele ter chegado ao poder?
Vamos agora transformar o nosso passado recente num cenário mais cor-de-rosa que os livros da Margarida e acreditar que o país estava numa óptima situação financeira e que de repente, mergulhou na miséria? Ou que o défice estava muito baixo e de repente disparou? Ou que as taxas de juro estavam quase a zero e nestes dois anos e meio foram por aí acima? E que tínhamos todos muito dinheiro, e muitas regalias e muitos direitos e muitos subsídios e viveríamos felizes para sempre? Não, não, não e não!
O País tem vindo a ser arruinado, sucessivamente, pelas políticas definidas pelos governos dos últimos 30 anos sejam eles mais à direita ou mais à esquerda. E nós aceitámos essas políticas! Independentemente de termos sido engolidos por uma crise económica e financeira que nasceu no exterior, provocada pela ganância das instituições bancárias, nós temos a nossa quota de responsabilidade. Porque não pensámos nas consequências das nossas escolhas: Dos empréstimos que pedimos, do comodismo que nos paralisou e nos impediu de lutar contra o pousio em que deixámos os nossos campos agrícolas, contra o desmantelamento da nossa frota pesqueira, contra o encerramento da nossa industria, contra a atribuição “ a torto e a direito” de subsídios para tudo e mais alguma coisa.
Eu sei que custa admitirmos “Mea culpa”, mas seria honesto da nossa parte fazê-lo.
Eu sei que não podemos paralisar, e ficarmos de olhos fechados para a realidade cada vez mais triste que se abate sobre quem já tem tão pouco para sobreviver. Eu sei que não podemos ficar indiferentes à “vida por um fio” de tantas famílias, dos nossos idosos, das nossas crianças. Não podemos!
É preciso agir sim, é um facto. Mas, a questão é: interromper o plenário, atirando resmas de papel aos deputados enquanto lhes chamamos filhos da puta, vai mesmo permitir que as reformas dos mais velhos lhes volte a descansar a alma? Vai mesmo permitir-lhes saber que já podem ir à farmácia levantar a receita na totalidade e ainda lhes sobra dinheiro para irem ao supermercado?
Vai realmente levar-nos à concretização do nosso desejo mais que legítimo de ganharmos mais que os míseros 485euros de salário mínimo? Ou vai presentear-nos s apenas com a efémera satisfação da vingançazinha básica, só porque sabemos que chateámos alguém? É claro que não concordo com tudo o que a Margarida disse.
Quando ela diz por exemplo que "Há medidas que, não sendo populares, são as únicas medidas possíveis". Não me parece que haja apenas um caminho para atingir um mesmo fim. Há o caminho definido por este governo, mas haverá seguramente outros, não sei se mais ou menos eficazes, mas a verdade é que há outros.
O grande problema é que ninguém apresenta outros. Critica-se. Diz-se mal de tudo e mais alguma coisa. Disparam-se as línguas afiadas em todas as direcções, destila-se veneno para tudo o que mexe os olhinhos, mas alternativas que é bom…nem vê-las.
É evidente que não é o cidadão comum, que não percebe patavina de economia e outras ciências essenciais à boa governação deste ou de outro país qualquer, que deve ou tem capacidade para encontrar caminhos que nos levem além crise. Mas podemos ao menos parar de enfiar a cabeça na areia, podemos parar de apontar o dedo para os outros gritando que a culpa é só deles.
Podemos parar de querer que as coisas voltem a ser como eram. Porque podemos (alguns de nós) ser menos cultos ou menos conhecedores das matérias que determinam a nossa qualidade de vida, mas o bom senso é algo que deve prevalecer. E o bom senso diz-nos que quando se vive com dinheiro que não se tem e quando não se produz, nada de bom podemos almejar.
E é desta forma que “dou a mão” à Margarida. É deste modo, que como ela, dou uso à minha liberdade de expressão e mergulho de cabeça nesta tal democracia que tanto queremos preservar, e a “salvo” dos ataques a rodos de quem tem sido alvo nos últimos dias. Porque, por muito mal que tenham sido escolhidas as suas palavras, ela espelhou muito do que eu penso.
Aquilo que me separa dela – para além dos meus parcos rendimentos que não me chegam para ser “dondoca, e de eu pertencer ao grupo das gordinhas que “mijam nos becos e dizem palavrões”, bem diferente de partilhar com as giras (como ela), todo um mundo novo onde nunca se pode “pisar o risco”,- é que tenho bem presente que muitos dos que se manifestam não têm falta de inteligência, como diz -Sua-Alteza Intelectual- , e sim falta de comida para si próprios e seus filhos.
P.S. (Quanto aos livros da Margarida, se quiserem ir para a rua neste inverno, fazer fogueiras com eles, digam-me que tenho por aqui alguns com os quais posso contribuir).
P.S. (Quanto aos livros da Margarida, se quiserem ir para a rua neste inverno, fazer fogueiras com eles, digam-me que tenho por aqui alguns com os quais posso contribuir).
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