Tuesday, 12 August 2014
Captain, oh my captain!
E morreu hoje um actor que era qualquer coisa.Qualquer coisa de extraordinário, claro. O cinema vai perdendo e ganhando, com os que partem e com os que vai descobrindo. Nós é que perdemos sempre, porque há filmes que só se tornam grandes graças a quem lhes dá vida. E porque esses ( os que lhes dão vida), já nasceram grandes. Espero que ainda esteja muito longe o dia em que Morgan Freeman será noticia pelas mesmas razões. Porque nesse dia eu choro.
What's Love Got to Do with It ?
Hoje descobri "What's Love Got to Do with It". Um filme fantástico, baseado na vida de uma das mais brilhantes artistas de sempre : Tina Turner.
Com interpretações fabulosas de Angela Basset e Laurence Fishbourne, (ambos desempenham de forma notável os papéis que na vida real couberam a Tina e Ike Turner).
O filme é pesado. Sofrido. Não mais do que as vivências da diva do rock. Fala de abandono, maus tratos, toxicodependência e suicídio. Ou da vontade dele. Mas há um provérbio tibetano logo no inicio da película, (Tina acabou por converter-se ao budismo), que achei lindíssimo e muito poderoso: "A flor de Lótus nasce e cresce na lama. E quanto mais lama ela tiver a sustentá-la maior e mais bonita se torna".
Foi assim com a Tina Turner e é assim com qualquer um de nós. Basta que a beleza do que está à nossa volta nunca saia dos nossos olhos e que o crescimento pessoal seja uma exigência diária, particular e intransmissível.
Para quem nunca viu, recomendo "What's Love Got to Do with It".Tenho a certeza de que vão gostar.
Para quem nunca viu, recomendo "What's Love Got to Do with It".Tenho a certeza de que vão gostar.
Sunday, 10 August 2014
Welcome Home!
Sexta e Sábado, foi assim. A trabalhar para estes 5, em Viseu.Porreiro, sem dúvida. Mas bom mesmo foi chegar a casa.
Tuesday, 5 August 2014
(Que gente tão curiosa !)
O Abel quer saber se eu gosto dele. Tendo em conta o perfil do Abel, ( Anarquista, benfiquista, fã do Quim Barreiros e da Ruth Marlene, devorador de reality shows e leitor assíduo da revista Maria), espero que tenha um irmão chamado Caím.
Monday, 4 August 2014
My Everything
A Mariana hoje fica com mais 1 aninho. 16 Primaveras, Outonos, Verões e Invernos, tudo a que ela tem direito. Tem sido uma aventura. De agora em diante, as aventuras serão (se Deus assim o permitir), ainda melhores. Mais intensas, interessantes e como não podia deixar de ser, pedagógicas. Já lhe cresceram as asinhas e volta e meia já faz uns voos. Estou cá para ela, sempre. Observo-a, dou-lhe umas dicas, mas cada vez a amparo menos. Porque cair faz parte e quem não cai, nunca aprendeu a voar sozinho. De todas as coisas que lhe ensinei, espero que ela retenha pelo menos duas: A primeira, é que o melhor da chegada é sempre a viagem. O que dá realmente gozo, não é a festa em si, mas a sua preparação. A segunda, é que a vida é uma paleta com muitas cores, embora às vezes nos pareça ter apenas o preto e o branco, outras ainda, apenas o preto.« Mas a vida é uma paleta, não te esqueças. Tem muitas cores. O meu coração é teu, filhota.
Wednesday, 30 July 2014
Pain...
“A dor é uma coisa estranha. Um gato que mata um pássaro, um acidente de automóvel, um incêndio… A dor chega, BANG, e eis que ela te atinge. É real. E aos olhos de qualquer pessoa pareces um estúpido. Como se te tornasses, de repente, num idiota. E não há cura para isso, a menos que encontres alguém que compreenda realmente o que sentes e te saiba ajudar…”
— Charles Bukowski
— Charles Bukowski
Tuesday, 29 July 2014
Monday, 28 July 2014
Alcorão VS Tora... O Profano do Sagrado
Não há heresia mais traiçoeira do que o fundamentalismo religioso. Isto preocupa-me.
( Escrito em 2004 para o blog " Divagações". Continua tão actual! )
Tomem-se os exemplos mais conhecidos, os vértices do triângulo mitológico formado por judeus, cristãos e muçulmanos em torno do mesmo Deus.
Não é preciso mais do que um olhar, a leitura de duas linhas, um minuto do som que emitem, para termos a exacta sensação de que os fundamentalistas de qualquer das três doutrinas estão do lado do filme em que mora o bandido. Só para lembrar exemplos mais vivos na memória, cito três,- que, ainda por cima fazem ou fizeram a política do fundamentalismo religioso: Bush, Bin Laden, Bini Netanyahu (acreditem, Ariel Sharon foi quase um menino de coro ao pé dele). O que é que os três inspiram ou inspiraram? Ódio, medo, repulsa. No que é que os três basearam a sua popularidade? Na disseminação de ódio, medo e repulsa. E como medo, ódio e repulsa podem estar ligados ao que é divino, criador, iluminado? Só pela via da apropriação indébita.
Os ditos fundamentalistas tomam para si o que não é seu nem de ninguém: a interpretação absoluta e definitiva do que se coloca como a manifestação do transcendente -- os textos sagrados. "Está escrito", rosnam. Sim, está escrito. Mas o que significa? Alguém escreveu, alguém representou, traduziu para uma linguagem, com todos os limites que uma linguagem tem, e que a faz, desde que o mundo é um mundo escrito e retratado, passível de interpretações.
O exemplo que gosto de citar é a primeira frase do primeiro versículo do Evangelho de João: "No princípio era o Verbo". Que verbo é esse, com maiúscula, e que se atreve a "fazer-se Deus", e mesmo a "ser Deus"? Para mim, é extremamente claro: se o que foi dado ao evangelista para desenhar, designar, representar o infinito, foi a palavra, o escrever, o que pode ser mais infinito do que o verbo? João constrói, com maiúscula, o verbo dos verbos, o infinitivo absoluto. Confessa, em três linhas, que propõe no Verbo, a representação de Deus -- a mais grandiosa, na minha opinião. Pois bem, eu posso estar aqui a dizer disparates, consequência de uma aprendizagem individual que pode até ser duvidosa. Ou posso ter tido o “insight” do milénio. Não importa.
A visão dos fundamentalistas, por ter sido interpretada autonomamente, eu não li nem encontrei lá o mesmo que eles encontram. Por isso não acredito no mesmo em que eles acreditam. E se eu perguntar a um deles o que quis o evangelista dizer, ele condenará a pergunta.
O mundo, deste terceiro milénio, vê-se sob a sombra da batalha movida por esses sequestradores do sagrado, os que tomam como seu o que é de Deus. São literal e etimologicamente, os sacrílegos - aqueles que querem legislar o sagrado e, portanto, usurpar o que é de todos. O mundo está sob o domínio desta gente. Piorou com a reeleição de Bush (agora um passado infeliz).
Os postos de Condoleeza Rice e Alberto Gonzales mostraram desde logo o caminho a seguir por uma humanidade expropriada do seu sentido: Humanidade. E hoje assistimos ao inevitável, tendo em conta o percurso feito até aqui.
Vamos embalados nos braços de hereges vestidos de santos, até nos adormecermos. Deixamos que nos adormeçam. Sobretudo quando não são as nossas guerras, as nossas casas bombardeadas e os corpos de quem amamos mutilados.
Há quem fale em anti-Cristo, a figura mítica do apocalipse popular. Não, esses tipos não são tão espectaculares assim! Ao mesmo tempo, são equânimes: são anti-Cristo como são anti-Maomé, anti-Abraão, anti-Alá… São sobretudo e acima de tudo, anti-todos-nós! - Já poucos reconhecem a importância da paz, simples assim, como deve ser. Apenas Paz.
O problema crucial é: Nós, que almejamos a paz, só vamos vencer quando a palavra guerra deixar de fazer sentido e a palavra tolerância deixar de ser apenas uma palavra e passar a ser um modo de vida. Mas um modo de vida assim, não pode ser totalitário. A tolerância para poder existir terá que ser ela própria intolerante de vez em quando. Ou é possível mantê-la viva, sendo tolerante com os intolerantes? Não pode. E é por isso que esbarraremos sempre nesta perpétua condição humana. Haverá sempre uma “Gaza” por aí.
É uma fatalidade que nos corre no sangue, não importa o tipo. Em algum lugar do mundo, a cada 31 de Dezembro, alguém dirá sempre: “ Feliz Atentado Novo”.
( Escrito em 2004 para o blog " Divagações". Continua tão actual! )
Saturday, 26 July 2014
A Terra (santa) Amaldiçoada…
Tablóides sensacionalistas, mais uns quantos canais de televisão (que por acaso até são lideres de audiências), profetas da desgraça, Edvards Munchs da era digital, esses pintores de gritos e de lágrimas e de dor. Viver num mundo onde a humanidade se hostiliza, se fere e mata por conta do ouro, da banca, do petróleo e de livros antigos. É o que temos. E como me disse ainda ontem, alguém muito mais jovem do que eu, (alguém a quem a fé na humanidade nunca chegou a nascer): “ Somos intrinsecamente maus. O gene da bestialidade, da maldade, da intolerância, está plantado em nós como uma semente que se colou ao útero da Terra. Ocasionalmente há uma luz que se acende aqui ou acolá. Uma ou outra parte do globo ilumina-se com uma frágil corrente de paz e amor, mas nunca tem tempo para se fortalecer nem nunca nasce ao mesmo tempo em todo o lado”.
Sou forçada a concordar com ele. E a minha fé, que deve ter nascido mais ou menos no mesmo dia que eu, vai morrendo um bocadinho mais todos os dias.
Sou forçada a concordar com ele. E a minha fé, que deve ter nascido mais ou menos no mesmo dia que eu, vai morrendo um bocadinho mais todos os dias.
Morre nas páginas dos jornais, no ecrã da televisão e até nas cronologias do Facebook. Eu tento contrapor o meu jovem oponente no debate. “Não. Nós melhorámos. Nós já fomos maus. Isso é passado. Olha a Idade Média, a Inquisição. Lembras-te da Inquisição? “ O Rafael olha-me como se me visse através de um vidro fosco, embaciado com fantasias. “ Idade Média? Inquisição, a caça às bruxas, as cruzadas??? E já em pleno Sec-XX, XXI?? A 1ªe 2ª Grande Guerra, Hiroshima, Nagasaki, o Holocausto, o Iraque de Sadam, a mutilação genital feminina, (que não se pratica apenas em países da Ásia e África, mas também na Europa), Tiananmen, Timor, o leste europeu, as redes de tráfico de mulheres e crianças, o 11 de Setembro, a escravatura infantil, a politica do filho único na China que atira com milhares de bebés (principalmente do sexo feminino para os contentores da morte), e de novo a caça às bruxas e bruxos da actualidade que já levou centenas à execução no Cambodja, e de novo, sempre de novo, por séculos de história, a mortandade entre irmãos que lutam por uma terra que de Santa só o nome?”
E poderíamos continuar, temo. “ E que lutam em nome de um Deus que terá um dia, sem querer (creio), conduzido estas criaturas a uma epopeia de sangue e desgraça, quando lhes disse que aquela era a Terra Prometida.” Mais uma vez, palavras mortas em livros velhos.
“ Somos intrinsecamente maus.”
E poderíamos continuar, temo. “ E que lutam em nome de um Deus que terá um dia, sem querer (creio), conduzido estas criaturas a uma epopeia de sangue e desgraça, quando lhes disse que aquela era a Terra Prometida.” Mais uma vez, palavras mortas em livros velhos.
“ Somos intrinsecamente maus.”
Pois somos, Rafael. O gene da bestialidade, da maldade, da intolerância, está plantado em nós como uma semente que se colou ao útero da Terra.
Thursday, 24 July 2014
Intimidade
Há momentos e situações em que o olhar comunica mais que as palavras, isso também é intimidade. Creio que sou capaz de dizer muitas coisas sem falar, é o outro que também tem de compreender e de saber interpretar. Quando se estabelece essa relação de intimidade e de amizade, não é necessário falar. (...) Frequentemente é melhor não o fazer porque as palavras estão muito gastas.
António Lobo Antunes
António Lobo Antunes
Thursday, 17 July 2014
Wednesday, 16 July 2014
Tuesday, 15 July 2014
Jesus Cristo bebia cerveja
A Tell A Story lançou recentemente o seu primeiro livro de um autor português traduzido para inglês. O autor chama-se Afonso Cruz, e o nome do livro é: "Jesus Cristo bebia cerveja". Se por causa disto, nas celebrações religiosas, os padres começarem a trocar o habitual vinho por uma Guiness fresquinha, até eu começo a ir à missa. Com um bocadinho de sorte, talvez venha um copito a acompanhar a tradicional hóstia. E com um bocadinho mais de sorte, ainda aparece outro livro com o nome: Jesus Cristo comia Gambas à La Guilho.
Tuesday, 10 June 2014
Bonecas do prazer
Existem homens que simplesmente não conseguem amar mulheres verdadeiras. Em vez disso, compram bonecas realistas (sex dolls) que acumulam em casa, um harém de silicone, nas quais já gastam fortunas. É a elas que recorrem para “amor, afecto e sexo“. “Uma rapariga humana pode ser-te infiel ou trair-te às vezes, mas estas bonecas nunca fazem essas coisas.Elas pertencem-me a 100 %.”
What a fucked up guy… ! E parece que esta incapacidade de relacionamento humano, de estabelecer uma relação afectiva/amorosa/sexual com outro ser humano, afecta cada vez mais homens no Japão…
Haverá algo mais triste que a incapacidade de amar (e ser amado)?…
Lembram-se do filme “Boneca Mecânica”, com a Melanie Griffith (Cherry 2000)?
Eu gosto imenso deste género de filmes que exploram a fronteira homem-máquina (Terminator, Bicentennial Man, I Robot, Artificial Inteligence, etc), o tema fascina-me. Claro que a Cherry realmente parecia uma mulher verdadeira, era um robot hiper-realista. Estas são apenas bonecas imóveis.
Espero que um dia estas bonecas-robot sejam mesmo muito realistas e hiper-baratas, talvez o tráfico, violação e escravização, abuso e violência dos homens (e algumas mulheres!) sobre as mulheres (reais) acabe, se as bonecas servirem a procura de sexo e violência por parte de homens perturbados e/ou sem escrúpulos.
Vi há umas semanas na televisão um filme sobre esta questão e fiquei horrorizada.
Uma coisa é ler sobre isso e ver uma coisa aqui e outra ali, outra é espreitar a vida de alguém concreto enredado nesse pesadelo do tráfico e exploração sexual de mulheres…
Não compreendo como pode haver gente tão cruel…
Monday, 9 June 2014
Sunday, 8 June 2014
Homens sem imaginação
É verdade que Proust disse que as mulheres belas deviam de ser deixadas para os homens sem imaginação. Mas também é verdade que Proust era gay.
Monday, 2 June 2014
Tuesday, 20 May 2014
Como é que isso funciona no dia-a-dia?
Falo, naturalmente, das unhas super-extra-longas-Cruella-Devilish.
A sério, eu não compreendo como é que dá para fazer a vida do quotidiano com umas unhas que vão daqui a Bagdad.
Assim por alto, consigo lembrar-me de que provavelmente nem conseguiria apertar o fecho das calças,quanto mais enfiar uns collants nas pernas, ou até mesmo lavar os dentes, sem acertar numa bochecha.
Posto isto, temo dizer que as verdadeiras heroínas são as lojistas, senhoras da limpeza, secretárias e demais profissões que envolvam grande uso de mãos ( vá lá consigo lembrar-me de outras mas não quero ser brejeira ), pois eu nunca seria capaz de fazer o que quer que fosse no meu dia-a-dia sem acabar com uma vista vazada.
Falo, naturalmente, das unhas super-extra-longas-Cruella-Devilish.
A sério, eu não compreendo como é que dá para fazer a vida do quotidiano com umas unhas que vão daqui a Bagdad.
Assim por alto, consigo lembrar-me de que provavelmente nem conseguiria apertar o fecho das calças,quanto mais enfiar uns collants nas pernas, ou até mesmo lavar os dentes, sem acertar numa bochecha.
Posto isto, temo dizer que as verdadeiras heroínas são as lojistas, senhoras da limpeza, secretárias e demais profissões que envolvam grande uso de mãos ( vá lá consigo lembrar-me de outras mas não quero ser brejeira ), pois eu nunca seria capaz de fazer o que quer que fosse no meu dia-a-dia sem acabar com uma vista vazada.
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