Tuesday, 15 September 2015

Bem a propósito do que se está viver actualmente...

 Um trecho do Livro de Jade do Céu.

" – Mohammad era apenas um mercador analfabeto e humilde. Procurei guiá-lo e transmitir-lhe a força e coragem necessárias para enfrentar as suas múltiplas viagens pelo deserto. Bem podes imaginar o quanto podem ser dolorosos os périplos de um homem só. Um homem que não conhece nada para além dos seus próprios trilhos, a densidade da areia em baixo dos seus pés, a aridez das rochas no solo e a imensidão das estrelas no céu... (...)
(...) – O Alcorão – recomeçou ele – é pois o somatório de tudo o que lhe disse e dos escritos essénios que foram atempadamente escondidos nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto. Depois, os seguidores de Mohammad fizeram o resto.
– O que era inicialmente uma oração de um simples mercador...
– Sim. O que era inicialmente a oração de um simples mercador transformou-se em pouco tempo num código de leis, numa força indutora do comportamento religioso, social e político. – continuou o Arcanjo – Nasceu assim a Shariah."




‪#‎AGuardiã‬ ‪#‎anacristinapinto‬


Há uma linha que separa...

Eu própria estou a tentar compreender qual é a linha que separa o ódio instigado pelo medo do que não se conhece (ou conhece mal) das preocupações legitimas. Parece-me pelo que tenho visto, há uma boa dose de ingenuidade da parte de quem faz campanha pelos refugiados e uma enorme carga de ódio puro por parte de quem não os aceita. No meio disto tudo o melhor é tentar encontrar um equilibrio, que sei que é dificil. Mas, mesmo acreditando, como acredito, que estamos a ser invadidos e que esta crise de refugiados é uma falsa crise, a verdade é que no meio deles há muita gente inocente. A verdade é que o Islão não é só um, e existem varias facções tolerantes e flexíveis. Se me perguntares que atitude é a certa, repudiar esta gente ou aceitar? Nem uma nem outra. Mas é preciso fazer alguma coisa, porque quer queiramos quer não, foi o Ocidente que semeou o que estamos agora a colher.O que vamos colher é bom? Não. Não é. Mas o que semeámos também não foi. Se calhar o mais justo agora é fazermos exactamente o que estamos a fazer: Colher. Por muito que isso nos custe. Talvez tenha chegado a hora da humanidade se olhar como um todo sem distinguir fronteiras, raças e religiões. Sobretudo religiões. "Já vi muita religião nos olhos de assassinos". Disse-o Saladino, rei do Egipto a Balduino IV, rei de Israel, durante as cruzadas. Nessa altura, se bem te recordas, eram os cristãos que matavam tudo quanto mexia, enquanto os árabes, permaneciam mais ou menos pacíficos, apenas entrando em disputas para se defenderem. Todos nós, já vimos e continuamos infelizmente a ver, muita religião nos olhos de assassinos.

Friday, 11 September 2015

Alah uh Akbar





Aos mais distraídos e apanhados nesta espiral de informação contraditória, recomendo que aprendam por si próprios alguma coisa sobre o Islão. Ser-vos-á útil para que não se deixem contaminar com as opiniões de gente que dissemina o medo por disseminar, e para que não se deixem iludir por quem acredita ou quer acreditar que o que vê ali nos botes que atravessam o Mediterrâneo, e nos mais variados campos de refugiados da Europa, são apenas pessoas que fogem da guerra e precisam de ajuda.
Juro que tentei ao longo destes dias ver ali apenas pessoas que precisam de ajuda. Tentei com todas as minhas forças. E fi-lo porque para mim é importante agir sempre em consciência. Quem me conhece sabe que eu não sou pessoa de ficar indiferente a causas. Tento fazer sempre a minha parte. E esta é uma causa que me comove. Pela sua dimensão trágica comove-me. Mesmo assim não consegui. É óbvio que estão lá pessoas que precisam de ajuda. Mas quem são elas?
É preciso entender que o Islão tem várias ramificações. As mais importantes: Sunitas e xiitas, (saindo da facção de sunitas os curdos de que tanto ouvimos falar durante a guerra no Iraque). De todos, os mais moderados serão os curdos que precisamente por décadas e décadas de perseguição, morte e tortura, praticamente expatriados e encurralados por Sadam numa zona perto de Mossul (a norte de Bagdade) são agora os únicos que com o renascimento do Curdistão organizam milícias de combate ao Estado Islâmico (EI). Os xiitas são o ramo islâmico provindo da linhagem de Maomé, uma minoria, mas foi daqui que saiu o grupo extremista Hezbollah, por exemplo. Meninos de coro quando comparados com os mercenários do ISIS.
90% dos islamitas são sunitas. Ou seja, 90% dos muçulmanos são sunitas. E o problema maior são precisamente os sunitas. E porquê? Porque os sunitas são mais votados ao rigor islâmico. Para além do Al Corão eles seguem a Sharia, sistema de leis comuns a todos os muçulmanos e ainda a Suna (tradição e compilação de histórias, supostos ditos e vivências de Maomé),livro também sagrado e muito próprio dos sunitas. Como se isso não bastasse estima-se que cerca de 15 a 20% dos sunitas são salafitas. Medo! Muito medo! O salafismo reporta-se aos ensinamentos ancestrais do Islão e com esta doutrina é tudo muito simples: ou se tem o céu ou o inferno. Ou há conversão ou há morte. É pois, de entre os salafitas que surgem os grupos radicais. Radicais à séria. Eles não se limitam a matar. Fazem-no com requintes de malvadez .
Para que tenham uma ideia, os extremistas salafitas proliferam sobretudo nos Países Árabes do Golfo: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Qatar. (Já repararam que são precisamente estes os países, em especial a Arábia Saudita, que financiam a construção de mesquitas no Ocidente? É só um pormenor. Eu dou-lhe importância, vocês façam como quiserem).
São portanto estes meninos que detêm o capital. Têm por isso muito dinheiro para esbanjar em armas que compram aos nossos amigos gananciosos do outro lado do Atlântico (EUA), e também a alguns capitalistas europeus (França e Alemanha, principalmente). Daí que é um fartote de riso ver agora a Merkel a meter no país 800 mil refugiados que contribuiu em larga escala para matar e destruir-lhes o território. Mas adiante…
São portanto estes salafitas que financiam também os grupos rebeldes, que imbuídos do espirito da doutrina criaram a Al Qaeda e o ISIS.
Qual é o sonho do Islão? Ou melhor…qual é o sonho de 100% dos muçulmanos? Fazer a Jihad. Jihad no Al Corão não significa nada de mal. No Al Corão quer dizer apenas luta interior. Guerra interior. O Corão convida cada homem a fazer a sua guerra interior para a descoberta de si mesmo e a erradicação das suas próprias falhas. É um ensinamento de exigência consigo próprio de não-aceitação dos seus erros. (se bem que “mein kampf”= minha luta, significa exactamente o mesmo e olhem no que deu.)
Contudo, a Jihad da Suna , livro sagrado politico/religioso dos sunitas (que representa, 90% dos muçulmanos), já sai do íntimo de cada homem e vai ao outro. A Suna exige que essa guerra seja feita ao vizinho, ao conterrâneo. Ao outro devem ser intolerados e eliminados os erros.
Mas a Jihad salafi, é a jihad que é deveras assustadora porque é a jihad da Sharia levada à letra. É a Jihad aos judeus, ao Ocidente e por fim ao mundo inteiro. E essa é a Jihad que cerca de 15 a 20% dos sunitas pretende fazer e diga-se, estão a ser muito bem-sucedidos.É ridículo, eu repito RIDÍCULO, que António Guterres venha dizer que não faz sentido que jihadistas arrisquem a vida em botes! RIDÍCULO! Os sunitas em geral e os salafitas em particular não temem a morte! Eles cultuam a morte! Eles honram a Morte! Mais do que a vida!
É preciso referir que o total de muçulmanos no mundo está estimado em 1,6 mil milhões de pessoas, sendo que mais de 43 milhões já estão na Europa. É preciso ainda dizer que cerca de mais de 20 milhões de muçulmanos sunitas são salafitas.
Já o disse e volto a dizê-lo: Essa ideia de multiculturalismo que parece alucinar tudo e todos, está errada e acabará por se virar contra nós.
Deixemo-nos de alucinações e percebamos que ainda está estupidamente longe, o dia em que todas as culturas poderão viver lado a lado.
É a cultura de cada povo e não o nosso humanismo que nos faz determinar se está certo ou errado que uma mulher pague com a vida um episódio de adultério, sendo apedrejada em praça pública, ou que uma menina sofra de mutilação genital. É a nossa cultura e não a nossa humanidade que determina se é certo ou errado que uma mulher ou criança possam ser vendidas como escravas, ou obrigadas a casar com homens que nunca viram, em troca de um dote. É a nossa cultura e não a nossa humanidade que determina se está certo ou errado violentar uma mulher ou decapitar um homem porque Alá ou Maomé assim o ordena.
É a nossa cultura e não a nossa humanidade que determina se está certo ou errado sermos tolerantes. E lamento dizê-lo, mas temos então contra nós a imensa desgraça de sermos tolerantes.
Que se tenha em conta que para 90% dos muçulmanos, (a totalidade dos sunitas), o incentivo ao ódio pelo Ocidente e tudo o que ele representa começa a ser ensinado desde cedo nas escolas. Eles ensinam os seus filhos a temer e a odiar o Ocidente. Nós ensinamos os nossos filhos a aceitar e a amar todas as culturas.
Nós, nos países muçulmanos acatamos e respeitamos as suas regras. Os cristãos são inclusivamente obrigados a pagar a “jizya”, taxa de submissão para poderem professar a sua fé. Nós aceitamos os de fora e permitimos que eles se sintam “em casa”.
Nós não exigimos que todos tenham a mesma fé. E permitimos a todos que participem das mesmas actividades, rotinas familiares, eventos sociais. Mas nós temos uma cultura cívica comum, uma linguagem comum e uma esfera pública comum. As nossas sociedades estão construídas sobre o ideal judaico-cristão do amor ao próximo, e estendemos essa premissa a nativos e estrangeiros sem distinções. Aprendemos a respeitar a liberdade individual de cada um, e com mais ou menos vontade é isso mesmo que fazemos diariamente, muitas vezes num esforço hercúleo (é certo), para não gritar impropérios a quem, aos nossos olhos comete uma asneira. Mas nós reconhecemos o limiar de privacidade do outro e compreendemos que ir além dela sem ser convidado é uma transgressão. As sociedades ocidentais dependem da obediência a leis criadas para regimes democráticos onde totalitarismos não têm lugar. Radicalismos e extremismos religiosos muito menos. Não podemos contar com esta forma de estar e olhar para o mundo, quando falamos do Islão.
A quem hoje defende que lhes devemos dar espaço, amanhã, não tenho qualquer dúvida, estaremos a culpar, por nos terem conduzido ao desastre.
Mesmo que não tenhamos atentados como aquele que colou praticamente o mundo inteiro aos ecrãs de televisão há 14 anos atrás, mesmo que tudo corra sem derramamento de sangue, mais cedo ou mais tarde, com a nossa permissão e conivência, a Europa será islamizada. Com sunitas no geral e salafitas em particular, não é apenas o mal que fazemos que deve ser pago. O bem, também pode ter um preço demasiado elevado.

P:S.(Por favor, não precisam de comentar : " Ah,não generalizes e tal..." porque mais precisa do que isto, eu não consigo ser. Se estão à espera que eu vos diga que os maus são especificamente o Ali Babá e vos revele os nomes dos 40 ladrões, então lamento mas eu não sei. Nem eu, nem as autoridades europeias, que, se bem se lembram, estão a deixar entrar debaixo do seu nariz, magotes de gente sem qualquer identificação).

Saturday, 15 August 2015

Esgotado!

Caros amigos, o meu livro encontra-se esgotado nas lojas Fnac, pelo que se o quiserem adquirir têm muitas outras formas de o fazer. Podem pedi-lo através do meu e-mail, e ele seguirá com a devida dedicatória : anagaspar.cristina@gmail.com, ou através da Capital Books, Bertrand.pt, Wook e Amazon.


Wednesday, 5 August 2015

A vida também é feita de Amor!

Um grande amigo e  um talentoso escritor.  Paulo Caiado passou para o papel as emoções de "Um Momento Meu", um livro arrebatador que nos leva a nós (maiores de 40) para um mundo que já conhecemos tão bem, mas que é mesmo assim, sempre surpreendente. Porque também é do inesperado, da surpresa que  é feita a vida. Ah...e de amor. A vida também é feita de amor! Sobretudo, feita de Amor! :)





Tuesday, 14 July 2015

Príncipes...


Queria que o vento te puxasse para baixo, queria agarrar-te durante o sono e beijar-te uma última vez. Ir à procura de mim em ti e recuperar o meu ar sonhador de quando acreditava que o meu príncipe iria apaixonar-se por mim e guardar o nosso ninho para sempre. Mas tu atravessaste a soleira da porta e nunca mais voltaste. E os príncipes não fazem isso, pois não?







Opiniões...

Mais uma opinião de quem está a ler o Livro de Jade do Céu.
Grata Ana Voigt
heart emoticon
"Estou a meio do livro e conto cada segundo livre para devorar mais umas páginas. Um livro que te leva a questionar o sentido da vida, quem somos, como aqui chegámos e para onde vamos. Um enredo com história, romance e muita inquietação para o nosso espírito. Parabéns Ana Cristina Pinto, pelos factos históricos documentados, pela imaginação, criatividade e pelas múltiplas questões que ficam a pairar na nossa mente. Saberemos um dia a verdade sobre o Universo, sobre o nosso papel neste planeta!? Uma questão sempre pertinente. E e amor, o amor que nos move, que nos faz sonhar com dias de arco-íris no céu, que nos leva a virar mais uma página, esperando talvez, um beijo no ultimo parágrafo... Obrigada por nos dares a conhecer este teu livro. E para quem ainda não leu, aproveite e compre para o ler nas férias, na praia, numa explanada ou na cama, como eu o vou fazer agora..."


Monday, 13 July 2015

A casa onde moro não importa


O que importa na verdade é a casa que mora dentro de mim.
Importam os muros que me revestem para lá da minha fachada.
Importa a minha construção.
Importa a forma como me edifico a partir daquilo que já tenho, o que vivi e deixei partir, e importa o material novo que me molda e define um pouco mais todos os dias.
Importa saber que a parte de mim mais importante é a que me sustém e não o reboco visível. São os meus alicerces. Esses que ninguém vê. Eles suportam muitas das minhas palavras não ditas, caminhos não percorridos, sonhos não realizados. Mas também é lá que se escondem os meus acertos e contradições, as minhas certezas e incoerências, os meus desvarios e convicções. E é com eles que sigo o meu caminho, cada vez mais cheio de percalços e desafios.
Não sou perfeita. Tenho contrastes. Um canto bem diferente do outro...uma divisão enorme onde guardo tudo e outra tão pequena que não cabe lá nada. Nas minhas esquinas e nos meus soalhos, nos meus tectos e beirais, alguma coisa aqui e ali já se partiu, degradou, enferrujou, derruiu.
Tenho paredes rachadas e infiltrações. Frestas que se divisam e deixam passar o vento. Incomodam-me e desconfortam-me.
Outras vezes, o assobio agudo que sibila nos corredores, só me distrai. Mas, não vou por isso proteger-me com camadas infindáveis de pedra e ferro. Ou trancar as minhas janelas. Continuo a abri-las, aceitando o inesperado e vivendo o improvável.
Ainda que a vida me finte, e traga à minha porta ladrões ou tempestades, eu continuarei a abrir as minhas janelas. Venham os assaltos e as derrocadas. Essa é a natureza da vida. A minha, é resistir-lhes.

Campanha de Verão!

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Leva-se muito tempo a ser-se jovem

Já Picasso dizia: “ Leva-se muito tempo a ser-se jovem”. Acredito que ele se referia ao tempo que se perde com “coisinhas”, insignificâncias que nos nossos 20 anos têm uma dimensão titânica. O vento que despenteou, a roupa que não combina, a unha que se partiu, o rímel que esborratou… Entre os 15 e os 30 (os nossos anos dourados), tudo é motivo para decepção e lágrimas. O fim do mundo vem com o fim de um namoro, de uma festa. O fim do mundo vem com a meia que rompeu, a má nota na escola, uma “tampa” de alguém que nos cativou. Então vem a vida com a sua bagagem cheia de experiência e diz-nos que as pequenas desgraças do dia-a-dia não passam disso mesmo: pequenas desgraças. Coisinhas tolas e sem importância. E então aprendemos que o melhor de estar vivo é rirmos de nós mesmos e morrermos de amor. Por um filme, um livro, um perfume, uma pessoa…muitas pessoas, muitos perfumes, muitos livros, muitos filmes.
Como diz Carlos Drumond de Andrade : “...ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim…”

Ana Cristina Pinto


Onde é que anda a Guardiã?

À venda na Wook !!



Outros locais de venda:
Lojas Fnac,  Goodreads com links directos para Amazon (várias, incluindo Amazon.br), geral@capitalbooks.net, anagaspar.cristina@gmail.com.


Ah....e aqui no facebook !!


Saturday, 11 July 2015

A Garota de Ipanema



E então, serei eu a embalar-te com o amor acumulado em décadas e guardado a sete chaves em cada suave degradé da minha íris e tu a tapares-me com o cobertor até cima, afugentando os meus fantasmas com a mão, vigorosamente, como se fossem apenas insectos incómodos e não esta bola de fogo que me queima por dentro e me faz acordar a meio da noite, a transbordar as lágrimas com que tento afogar este medo de te perder para sempre, no imaculado da neve informe, com que te enlevas na fotografia.

In " A Garota de Ipanema" de Ana Cristina Pinto




Wednesday, 8 July 2015

Opinião da Rita



O que disse a escritora Rita Leston, sobre o Livro de Jade do Céu, no lançamento na FNAC?


(...) Pois bem, este livro apaixona-nos sempre um bocadinho mais ao longo de toda a história e enquanto a vamos percorrendo. A Ana consegue envolver-nos num misto de real e fantástico. Consegue dar-nos uma perspectiva quase histórica e cientifica de uma realidade que para a maioria de nós é desconhecida. Consegue, com toda a pesquisa que efectuou, com o tempo - confidenciou-me que demorou dois anos e meio a escrever o livro e a conseguir transpor para o leitor toda a informação que pretendia - conseguiu embrenhar-nos numa série de conhecimentos espirituais, correntes cientificas e fazer-nos aprender uma série de factos que, se assim não fosse, muitos de nós continuaríamos a desconhecer. Consegue com toda a sua história - e esta é para mim a melhor parte - fazer-nos pensar que uma série de conceitos que temos como aceites e definidos, podem não ser verdadeiros. Faz-nos colocar em causa convicções que temos dado como certas ao longo da vida, verdades que temos como adquiridas. Leva-nos a um mundo espiritual, sem nos querer convencer de novas teorias esotéricas. Mostra-nos a espiritualidade que temos nos nossos dias, aflora-nos a ciência e mistura-a com o amor que temos dentro de nós. Faz-nos ver o amor com outro pensar. Faz-nos questionar o nosso eu e o porquê de tantos conceitos que temos, e até que ponto aquilo em que sempre acreditámos é o correcto. Traz-nos uma história íntima de uma mulher real e do nosso tempo, envolvida no misticismo do amor profundo e longínquo de outras eras, permitindo que façamos essa viagem intemporal ao seu lado.


Transporta-nos para outro plano da imaginação. Faz-nos viajar entre uma história de amor real e uma viagem ao desconhecido. Deixa-nos a pensar que o amor não é, de todo, um acaso. Que aquele alguém a que nos sentimos efectivamente ligados não o é só por acaso. Que quando amamos - e o amor não se explica, sente-se - existe algo de maior por trás, algo que não sabemos e apenas sentimos. Algo que, apesar de não conhecermos, reconhecemos. Algo que se nos apresenta como novo, mas que quase parece conhecermos de cor. O amor, que nos chega de repente ou que vai entrando aos poucos, mas que já tínhamos dentro de nós. Amores que nos fazem levantar o "véu do esquecimento", mesmo que tentemos mantê-lo e nele não acreditar. Porque há amores que não são daqui. Que são de um outro qualquer sítio, tempo ou espaço. E são esses por que vale a pena lutar.

Quando pensamos que não será um livro fácil de ler, por todos os conceitos que tem associados, somos invadidos por uma vontade de seguir até ao fim, de querer saber o fim do triângulo amoroso desta história, de acompanhar a demanda de Luana, a protagonista, em busca do seu próprio eu. De ver a desconstrução de dogmas e certezas. De acompanhar a abertura da mente e a aceitação a novas verdades.

É um livro onde nos embrenhamos em romance, sexo, suspense e aventura e que nos faz viajar por lugares aqui tão perto como Lisboa ou Óbidos, ou que nos leva para as distantes Petra ou Budapeste.

A Ana traz-nos uma escrita intensa, sonhadora e espiritual. Mas que queremos tornar real. Faz com que queiramos que a nossa história se encaixe num plano superior. Faz com que tenhamos a certeza que o nosso amor não é daqui, que é de um outro plano ali mais acima.


É um livro que nos faz questionar, emocionar, sonhar. Faz-nos querer um amor assim.

Este é o primeiro livro publicado da Ana Cristina Pinto. Não tenho quaisquer dúvidas que outros se seguirão e que vamos continuar a ouvir falar dela.

Boa sorte, Ana. Este é o teu caminho. (...)


Rita Leston






Tuesday, 7 July 2015

Memórias de mais um dia inesquecível!

"A Guardiã- O Livro de Jade do Céu" já na Fnac.

Na foto, eu (no meio de) Rita Leston, autora do livro "Gosto de ti, e então?" e o meu editor da Capital Books, José Diogo Madeira. :)






Tuesday, 30 June 2015

Vamos a caminho da FNAC!


Uma entrevista ao Sonho de Cibele



Ana Cristina Pinto é natural do Cadaval, onde nasceu em 1970. Residiu durante alguns anos em Lisboa e no Luxemburgo e atualmente mora nas Caldas da Rainha. Foi jornalista e animadora de rádio. Dedica-se a traduções e à escrita enquanto copywriter e blogger.


1-Quando e como começou o seu gosto pela escrita?

Escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Na escola, adorava escrever redacções complexas e extensas. Percebi que por isso tinha sempre alguns pontos extra quer pela imaginação, quer pela forma de escrita e como é óbvio, isso foi um excelente motivador. Nunca mais parei.


2- Qual o livro mais marcante que já leu até hoje?
“Deus Veio ao Afeganistão e Chorou” da jornalista iraniana Siba Shakib. É um livro muito realista, mas tem uma história incrível que me envolveu da primeira à última página.


3- Qual o seu escritor preferido dentro de cada género literário?
Eu gosto de todos os géneros literários e em cada um deles tenho vários autores de que gosto muito. José Cardoso Pires, José Luís Peixoto, Luís Miguel Rocha, José Rodrigues dos Santos, Miguel Esteves Cardoso e António Lobo Antunes, são os meus portugueses de topo. Cada um deles tem o seu lugar: romance, triller, e realismo. Estou a descobrir Inês Pedrosa e gosto bastante. Mas de facto, temos poucos autores no género fantástico em Portugal, e esse é sem dúvida o meu género favorito. Nesse campo, ganha G.R. Martim com as “Crónicas de gelo e fogo”, mas antes dele eu devorava Marion Zimmer Bradley. Quem não se recorda das “Brumas de Avalon”?


4- Já alguma vez se deparou com alguém a ler um livro escrito por si, por exemplo na praia, transportes públicos, etc.?
Já e adorei a sensação. É muito bom. Sinto-me plenamente realizada, até porque as críticas que me têm chegado deste livro, são mesmo muito boas.


5- Em 2015 escreveu "A Guardiã: O livro de jade do céu". Qual a sua inspiração para a escrita desse livro?
Inspirei-me inicialmente em várias coisas em que acredito e no que vejo à minha volta. Vivemos num mundo em que se perdeu muito da nossa espiritualidade, a nossa capacidade de sonhar e isso entristece-me um pouco. Acho que nós, autores temos a responsabilidade de resgatar um pouco desses sonhos perdidos e levá-los de volta ao leitor. Criar mundos alternativos em que as pessoas possam de facto refugiar-se de vez em quando para se “energizarem” de coisas boas, é um dever de quem escreve e está muito mais ao alcance de um escritor do género fantástico do que de um escritor realista. Temos essa vantagem. Já sabemos como o mundo é. Mas mostramos como torna-lo melhor.


6- Pode dizer se já tem novos projetos? Ideias para novos livros?

Sim, sem dúvida. Estou neste momento a trabalhar num conto que vai integrar a primeira Antologia da Capital Books, a editora que me acolheu, e ao mesmo tempo estou já a trabalhar no segundo volume da “Guardiã” e num triller que nada tem a ver com este primeiro livro, mas é um género de que também gosto muito e quero trabalhar nele. Ideias não faltam.



No próximo Domingo na FNAC



Rita Leston, a autora do livro e página Facebook Gosto de ti, e então?, vai apresentar o livro "A Guardiã – o Livro de Jade do Céu" de Ana Cristina Pinto, no próximo domingo (5 de junho), às 18h00, na FNAC do Vasco da Gama. Estão todos convidados!


Thursday, 18 June 2015

Opinião...



O blogue literário " Sonho de Cibele " opinou sobre o meu livro " A Guardiã- O Livro de Jade do Céu". E que crítica! Muito, muito obrigada!

"Devo confessar que quando vi esta capa me apaixonei de imediato por este livro e depois ao ler a sinopse ainda me apaixonei mais.
Ao longo do livro vamos conhecendo a história de Luana e o porquê de ter sonhos estranhos, com seres que ela pensa não conhecer, e de ao longo da sua vida ter vindo a coleccionar umas estranhas placas de jade.
Adorei!! Não tenho palavras para o descrever! É fantástico e mistura Arqueologia com Fantasia, logo duas coisas que eu adoro!
Adorei a forma como a autora criou a personagem da Luana, o facto de ela ser arqueóloga e ao mesmo tempo um ser com milhares de anos(Eluaryne).
O livro está escrito de uma maneira maravilhosa que nos envolve da primeira até a última página fazendo com que desejemos um pouco mais, que não acabe logo e tem imensa acção o que é ainda melhor.
Apesar de existir um triângulo amoroso (Gabriel-Luana-Michel(Miguel)) não é um triângulo amoroso esforçado como vemos em alguns livros, é um triângulo amoroso que surge ao longo dos séculos o que é bastante interessante.
Sem dúvida que o recomendo a todos os apaixonados por fantasia, não se vão arrepender."

Wednesday, 10 June 2015

Caricaturistacamentecaracterizando

Estou com vontade de escrever um novo romance envolvendo os meus vizinhos do rés-do-chão. E tal como me foi sugerido e bem (alguns autores usam o método) esquematizar muito bem os envolvidos na trama, conferindo-lhes desde logo características que os acompanharão da primeira à última página. Ora...gente assim imutável , só me consigo lembrar da família que vive 3 lances de escadas abaixo de mim. São boa gente,embora tenham o defeito de falar em russo o que faz com que eu nunca perceba nada do que dizem. Morar excessivamente perto, também me incomoda quando o calor aperta e o cão, Vlodokir, ou lá o que é, mija contra a parede do prédio. Ora vejamos...o patriarca é Konstantin Prozac. Anda sempre sonolento e passa horas à janela, muito calmo, muito zen. O filho, Mercuriocromis, come burriés que vai pescando delicadamente das suas narinas. Um moçoilo grande e forte que não larga a ushanka nem em pleno Agosto. Levdoispagum é o filho mais velho. Trabalha no Mini-Preço e está quase sempre a marcar as promoções. Lev era um operário moscovita. É adepto do Locomotiv. É, porém, algo aborrecido. Há ainda uma miúda, Sónia ou melhor, Sonja Neskuik que anda sempre com marcas de chocolate em volta dos lábios fazendo lembrar os bigodes de um gato,embora já tenha mais de 20 anos e seja a mulher do Mercuriocromis. Mercuriocromis e Sonja Neskuik conheceram-se durante uma greve geral de ingestão de vodka. Aleuéksei é matriarca da família. Chamo-lhe assim, porque é a única coisa que lhe oiço dizer, embora não faça a mais pálida ideia do que signifique. Antes, viviam todos na Sibéria numa roulote. Antes eu era feliz.